Vender, Vender

[dropcap size=”500%”]N[/dropcap]a passada sexta-feira a comissão política da JSD Pombal teve o privilégio de ter como orador convidado num brainstorming realizado para os seus militantes Henrique Neto, antigo candidato a Presidente da República e conhecido empresário industrial do nosso distrito.

Nas duas horas muito bem passadas, deixou-nos a sua visão da economia nacional e apontou alguns caminhos que os dirigentes políticos do nosso país deveriam seguir. Uma das ideias mais fortes que ficou da sua intervenção foi a necessidade que Portugal tem, como de pão para a boca, de obter investimento estrangeiro. Esta é a melhor, e praticamente única, via para que possamos sair do marasmo económico que se verifica há 20 anos. Para atingirmos esse objectivo é absolutamente necessário, primeiro que tudo, vender, saber vender. Esta, diga-se, é a primeira premissa para todo o mundo dos negócios, de qualquer tipo que seja. E aqui o negócio em causa é o país, a sua imagem. É necessário explicar porque poderemos ser atractivos para investidores estrangeiros localizarem os seus negócios.

No actual governo assistimos a uma total estagnação, inexiste qualquer tipo de estratégia (pelo menos visível) para a área económica ou para qualquer outra área. Não há decisões de relevo, caminhos definidos, nada. As tantas conquistas que se anunciam têm muitas vezes por base factores circunstanciais, alguns impassíveis de repetição. É preciso uma alteração radical desta realidade, e se queremos vender Portugal, temos que olhar, como outros países já fizeram, para uma oportunidade revelada pela iminência do Brexit, uma vez que muitas multinacionais anunciaram já a eventual necessidade de deslocalização dos seus negócios. Alemanha, Holanda e até Espanha já la andam a sondar. E nós? Nós limitamo-nos a aguardar pelo próximo fait-diver intra-geringonciano, de vitória em vitória até à derrota final.

 João Carreira

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