Vamos falar sobre Educação!

[dropcap size=”500%”]O[/dropcap]

tema da educação é sempre um dos tópicos que causa mais controvérsias quando é discutido, por dois motivos principais:

  1. Como a educação é vista como uma área importante e que requer grande conhecimento tende-se a formar a ideia entre a sociedade em geral de que este tema só deva ser debatido e discutido por aqueles que exerce uma profissão ligada a área, professor/diretor/reitor/etc., ou por figuras de prestígio, pondo-se de lado do debate os pais e os alunos;
  2. Temos ainda, apesar de grandes progressos já estarem a ser levados a cabo, uma educação pouco exigente, pouco progressiva, demasiado vaga, influenciada por agendas pessoais dos que ensinam e com tendência a rebaixar o aluno.

Sendo eu um aluno do ensino secundário creio ter o direito de poder debater este tema, pois a educação é o tópico que mais afeta a minha vida, bem como a de todos os outros estudantes do nosso país que passam por situações semelhantes.

Ficamos hoje a saber que as vagas para o ensino superior desceram, outra vez! O principal motivo apontado pelo Ministério da Educação e da Ciência: há cada vez menos candidatos!

É verdade que muitos jovens já não tem vontade de frequentar o ensino superior ou porque não têm as notas para entrar, ou porque a economia não possibilita a sua permanência numa universidade ou porque simplesmente não querem passar mais 3, 4, 5 anos a estudar porque não foram motivados para tal.

Há, então, cada vez menos candidatos ao ensino superior porque a educação está mal planeada e focada em problemas com quase uma década de existência, estando desatualizada, que não incentiva o aluno a pensar e que por muitas vezes é dada por professores pouco competentes.

Como exemplo, é impossível pensar que um aluno tenha 18 valores como nota interna na disciplina x e depois no exame nacional, que é planeado para ir de encontro do plano anual das aulas e da matéria, esse mesmo aluno tem uma nota muito, mas mesmo muito inferior à sua nota interna.

Esta discrepância de notas tem vindo a aumentar ao longo dos últimos 3 anos, revelando uma política que foi instaurada nas escolas, a política de favorecer ao máximo os alunos o que faz com que estes não estejam preparados para desafios maiores. Este ano foi um bom exemplo disso, tendo mesmo uma escola do nosso concelho registado uma das maiores discrepâncias a nível nacional entre notas no 12º ao e da 1ª fase dos exames.

Esta mentalidade de “entregar de bandeja” as notas aos alunos tem de parar (!), é fundamental que pare, pois só assim se consegue preparar os alunos para a verdadeira realidade dos desafios seguintes.

É preciso uma mudança urgente na educação. Uma mudança que distinga os bons professores dos incompetentes, uma mudança que ensine a lógica de pensar aos alunos, que nos obrigue a trabalhar em algo por nós mesmos e não como marionetas daqueles que ensinam.

É preciso uma educação isenta, profunda, bem estruturada e fundamentalmente que vá de encontro a verdadeira realidade e necessidade do país e do mundo.

Porque o futuro de Portugal somos nós, os jovens, e só com uma educação melhorada podemos fazer a diferença!

Alexandre Santos

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *