Universidade de Verão: inesquecível, do primeiro ao último dia

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omeçou ontem mais uma edição da Universidade de Verão. Com os alunos desta 12.ª edição são já 1.200 os jovens participantes daquela que é a melhor escola de formação política do nosso país. Sou naturalmente suspeita, porque fui aluna em 2006 e tornei-me numa fã incondicional desta iniciativa, mas não conheço nenhuma iniciativa do género, com a regularidade e a qualidade de oradores que a Universidade de Verão da JSD e do PSD.

Em primeiro lugar, destaco a metódica e rigorosa organização do evento, cujo staff é composto por, aproximadamente, 15 pessoas e que está atenta a todos os pormenores. Aliás, pormenores são alguns dos ingredientes excepcionais deste evento: o JUV (Jornal da Universidade de Verão) que é colocado todas as noites debaixo da porta dos participantes, com o nome e fotografia do destinatário do jornal; antes de cada jantar-conferência, há lugar à leitura de um poema, ficando evidentes desta forma que a Universidade de Verão é muito mais do que formação política, forma para além de quadros, forma pessoas; quando os alunos chegam à sala, impreterivelmente às 10h, vêem a passar nos ecrãs uma apresentação com as manchetes do dia e à hora de almoço recebem em papel um clipping nacional e internacional; durante o dia, nos espaços comuns e nos quartos, a televisão transmite o canal da UV, com resumos diários do evento; e tantos e tantos outros pormenores que tornam esta iniciativa inesquecível para quem nela participa.

Acresce a isto, o exemplo de tolerância e de pluralismo da Universidade de Verão e que atesta a sua credibilidade enquanto iniciativa formativa. Com efeito, a começar pela selecção das candidaturas dos participantes cuja aceitação não está dependente do cartão de militante social democrata, a terminar no painel de oradores que conta sempre com personalidades de outros partidos ou sem ligação partidária. O objectivo é claro: trazer os melhores para oradores, independentemente da cor partidária.

Mas o ingrediente mais importante nesta iniciativa são os participantes. Dos 16 aos 30 anos, de norte a sul do país, estudantes ou já a trabalhar, estes jovens partilham 7 dias intensos de trabalhos de grupo, aulas, almoços, jantares e convívios. São apenas 7 dias, mas a intensidade com que cada um dos participantes o vive faz com que esta seja uma experiência inesquecível. O único defeito é mesmo só podermos participar uma vez!

Margarida Balseiro Lopes

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