Universidade de Verão em Entrevista

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– Como descreves a experiência UV?

Alexandre Silva (A. Silva) – Frequentar a Universidade de Verão do PSD, JSD e Instituto Francisco Sá Carneiro, ou simplesmente a UV, foi a melhor experiência que tive em toda a minha vida política e uma das melhores da minha vida em geral. Isso justifica bem o que foi a UV para mim e para outros quase 100 jovens tornando-se quase impossível descrever aqueles 7 dias. Foi uma semana de grandes emoções e de uma intensidade inimaginável, de grandes conquistas e aprendizagens, de criação de laços e de superação. Superação, foi aliás a palavra com que descrevi a UV no último dia. Na UV tudo é criado com perfeição desde o pormenor mais irrelevante ao maior e mais importante momento. É inexplicável, mesmo.

Alexandre Santos (A.Santos) – A experiência de frequentar a UV é algo que não se tem em mais nenhum lugar, é uma semana muito trabalhosa que compensa. É uma experiência para a vida, fazemos amigos importantes e aprendemos que quando estamos num grupo podemos contar sempre com alguém para nos apoiar. Numa palavra, a minha experiência na UV foi fantástica!

2 – Em que medida consideras que a UV contribuiu para te tornar melhor político e melhor cidadão?

A. Silva – Tudo o que respondi na última pergunta tornou-me melhor cidadão e político. Na UV são nos dadas dicas muito importantes no aspeto político mas aprendemos igualmente uma componente social que nos torna cidadãos mais capazes. Ter de trabalhar sempre no limite e com uma pressão sem igual ao mesmo tempo que lidas com relações interpessoais novas é um desafio fantástico que reflete bem o nosso futuro político e cívico.

A. Santos – A UV rege-se pela qualidade e pela excelência e isso nota-se quando saímos de lá. Saímos melhores políticos porque temos a capacidade de ver as coisas de outra forma e capazes de intervir ativamente e coerentemente na sociedade. Saímos da UV também melhores cidadãos porque aprendemos a trabalhar em equipa, a ser exigentes conosco próprios e com a capacidade de fazer e dar sempre o nosso melhor, independentemente do cansaço e da situação.

3 – Há algum orador que se tenha destacado?

A. Silva – Na minha opinião o António Vitorino pela boa disposição, Carlos Pimenta pela intensidade, António Murta pela inteligência, Marcelo Rebelo de Sousa pela irreverência, Leonor Beleza pela elegância, Maria Luís Albuquerque pelo carisma, Rui Tavares e Poiares Maduro pela veio democrática e finalmente, Pedro Passos Coelho pelo seus discurso, foram os oradores que se destacaram entre outros tantos de enorme qualidade.

A. Santos – Não podemos destacar nenhum orador porque todos eles foram fantásticos, se não o fossem tenho a certeza que não teriam participado na UV. Posso no entanto enumerar aqueles que mais me vão ficar na memória: o filósofo espanhol Daniel Innerarity trouxe-nos uma visão muito pessoal sobre o que é a política, mas demonstrou ali o porquê de ser considerado um dos melhores pensadores do mundo. Marcelo Rebelo de Sousa foi um dos que mais me agradou, mantendo o estilo a que sempre nos habituou, explicando de uma forma claríssima a enorme importância do PSD nos seus 40 anos de existência. António Murta foi um dos que mais me surpreendeu , era alguém que eu não conhecia mas que agora dificilmente esquecerei, deu um jantar-conferência inspirador e emocionante que nos deixou a pensar no nosso País e no quão orgulhoso devemos estar dele e que devemos abraçar aqueles que cá dentro têm sucesso e que infelizmente não são reconhecidos pelo povo português, notando no seu discurso que António Murta é um verdadeiro apaixonado por Portugal, mas especialmente pelas pessoas portuguesas.

4 – Em que medida consideras que uma iniciativa como a UV diferencia a JSD e o PSD das restantes força políticas no nosso país?

A. Silva – A UV não forma jotinhas. A UV não forma politiqueiros. A UV forma cidadãos e políticos mais competentes e capazes. É a maior e melhor academia política do país e conta anualmente com oradores de direita, esquerda ou apartidários bem como alunos de distintas orientações políticas. É isso que torna a UV uma escola democrática diferente de todas as outras. Não somos formatados para ouvir aquilo e apenas aquilo, não, temos sempre uma visão de todos os lados para que cada um de nós possa tomar a sua própria decisão. E isso é ser diferente!

Em jeito de conclusão tenho de deixar estas palavras. Obrigado ao Deputado Carlos Coelho, o nosso reitor, pela enorme capacidade de trabalho e rigor. Só alguém como o senhor podia tornar isto possível. Ao Hugo Soares, Duarte Marques, Simão Ribeiro, Nuno Matias, Paulo Colaço, Paulo Pinheiro, Filipa Rafael, Teresa Azóia, Fausto Matos e toda a equipa restante que aqui podia enumerar o meu muito obrigado, foram incansáveis. Convido também quem quiser e puder a participar em futuras edições, é sem dúvida uma experiência única, não se vão arrepender.

A. Santos – A UV já é uma imagem de marca tanto da JSD como do PSD e é já reconhecida como sendo de excelência e de mérito. E isso é o que distingue a JSD e o PSD dos outros que tentam imitar, o PSD e a JSD criam e os outros imitam. A UV não pode ser comparada com qualquer outra que se realiza no nosso país, primeiro porque é mesmo para os jovens quadros e em segundo porque tem uma equipa de Staff impossível de imitar, coordenada pela enorme reitor Carlos Coelho. O que distingue o PSD e a JSD das outras forças é o facto de estes não terem receio de chamar pessoas com outras visões políticas e com outras opiniões para formarem os seus jovens quadros. Esta abertura e enorme mistura de opiniões faz com que os jovens formandos sejam mais capazes de pensar por si próprios e de decidir de acordo com a sua visão e ideologia.

Alexandre Santos & Alexandre Silva

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