Uma escolha acertada!

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uando me convidaram para exprimir umas pequenas palavras nesta fenomenal plataforma de opinião que é o Ponto Laranja, vários foram os tópicos que me passaram em mente entre educação, associativismo, ciência, economia ou actualidade política mas nunca consegui decidir aquele por onde envergar. Talvez seja natural, fruto de um momento mais low profile que estamos a atravessar com o início das férias políticas e não só.

Mas, de qualquer forma, quando procuramos por um texto nesta mesma plataforma, vulgarmente é isso que encontramos! Então, depois de pensar mais um pouco, decidi falar um pouco sobre aquilo que até hoje nunca expliquei a ninguém, o porquê de ser “Jota”!

Para quem não sabe, sou residente na Ilha e descendente de uma família marcadamente socialista. Nasci e cresci a fazer campanha e a frequentar comícios do Partido Socialista, tanto, que hoje certamente seria militante deste partido. Assim, sinto-me à vontade para expor a minha curta história e argumentos sem que pensem que fui empurrado familiarmente para dentro desta estrutura que é a JSD e o PSD.

Vivi até aos meus dezassete anos sem conhecer o que era a realidade das Juventudes Partidárias, afinal, parecia naquela altura que as Jotas eram coisas de cidade. E eram. Tinham pouca profundidade e pouca difusão pela restante parte do concelho.

Nessa altura, paralelamente a ter concorrido para a Associação de Estudantes do IDJV, fui também convidado a ingressar nas equipas das duas juventudes partidárias maiores de Pombal, a JSD e a JS. Fui, então, por curiosidade, conhecer as realidades de cada uma delas: dimensão das equipas, dimensão de propostas, história e principalmente qual o apoio que cada uma podia dar à minha candidatura à AE.

Com apenas algum tempo as diferenças foram nítidas mas, fiel à minha pluralidade, decidi aproveitar aquele ano lectivo para aprofundar o conhecimento que tinha sobre cada uma e acompanhar as suas dinâmicas.

Talvez na altura não estivesse familiarizado com os valores do partido mas estava, de todo, familiarizado com os valores das pessoas que integravam e lideravam esta estrutura. Com isto digo-vos aquele que foi o maior argumento para a minha entrada na JSD: as pessoas que a compunham.

Entrei na JSD (e quando era preciso JBSD!) e sempre ouvi o lema que ainda hoje tenho sempre presente na cabeça “primeiro juventude, depois a política”. E era mesmo nisto que eu acreditava, que primeiramente estava a juventude e as políticas de juventude e só depois o resto.

Ali as pessoas eram diferentes, pensavam diferente. E isso sempre me cativou. Eram empenhadas, dedicadas à causa pública, sempre disponíveis, integradoras, altruístas e atentas. Estavam sempre disponíveis para nos dar as ferramentas que achassem úteis para o nosso desenvolvimento quer humano, quer político. Não se tratou, primeiramente, de uma questão de esquerdas ou direitas, mas de uma questão de valores e personalidades.

Este era, e volvidos quatro anos ainda é, o maior património da JSD de Pombal: as pessoas que integram os seus quadros. Falar de oportunismo ao referir-se a estas pessoas, é uma ofensa para quem tanto dá por este concelho. Mas não se preocupem, elas não vacilam e vão continuar a dar o seu melhor! Afinal o parque verde, os Julgados de Paz, o alargamento do horário da biblioteca, a Casa da Juventude/In Pombal, o Orçamento Participativo ou GeoParque na Sicó são apenas uma gota de água num oceano de trabalho ainda possível de concretizar!

Assim, após a entrada para a Jota, decidi retribuir naquilo que sempre me senti mais à vontade e onde eu tenho que agradecer: a formação política ao ensino básico e secundário. Foi esse o meu foco de acção durante 4 anos.

Hoje, decidi combater aquilo que sempre critiquei: a falta de difusão das juventudes partidárias. Hoje sou presidente do Núcleo do Oeste da JSD de Pombal onde trabalhamos para melhorar a qualidade de vida das gentes da Ilha, Guia, Mata Mourisca, Carriço e Louriçal! Mas não se preocupem, a minha pluralidade continua e presido uma equipa composta por membros sem filiações políticas ou com outras filiações mas, que tal como eu, vêm estes valores com aqueles com que identificam!

Afinal, quem sai aos seus, pode degenerar, mas só se for para melhorar. E eu sei que fui. Obrigado Brilhante, Renato, Pimpão, João, Andreia e Nuno!

Alexandre Silva

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