Uma Ameaça de Demissão ou um País para Governar?

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emissão? Não, definitivamente não acredito na demissão do Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho mas a possibilidade de isso acontecer, a seu pedido, só me dá mais confiança na sua integridade e capacidade de liderança. E se há uma coisa em que acredito, é que tudo tem uma razão para acontecer mesmo que, à primeira vista, não se percepcione nada. Não é porque somos “burros” que não percebemos as coisas tal e qual elas são, mas porque somos humanos, aprendemos com os erros e acreditamos nessa aprendizagem. É uma visão poética das situações menos positivas? Talvez, mas nós só vemos aquilo que fazemos.

E o que urge, neste momento, é focarmo-nos na solução dos verdadeiros problemas e não “brincar aos casos e casinhos que vão acidificando a solução-mãe e distraindo os investigadores para casos superficiais”. Não pensem que estou a desvalorizar estes assuntos, não, somente considero mais importante valorizar o que de bom tem sido feito. Ontem, por exemplo, a Perseguição Constante passou a ser crime, o que para uns parece não ter grande importância para aqueles que vivem diariamente sobressaltados, no desespero da ignorância foi uma vitória conseguida. E ainda, o acordo quanto ao Salário Mínimo Nacional para os 505 euros que deverá entrar em vigor já em Outubro foi outra medida de extrema relevância. É certo que é literalmente mínimo, ainda mais para aqueles que dão realmente valor ao trabalho, a quem o suor escorre pela face e que por vezes se une às lágrimas dando a provar o seu sal; é certo que não são 4 800 euros que para o Dr. Marinho Pinto “não permite padrões de vida muito elevados em Lisboa”, mas são 505 euros que dão uma nova esperança e uma prova da sensibilidade governativa.

Há ainda muito por fazer? Claro que sim. Houveram medidas que poderiam ter sido diferentes? Sim. Espera-se que os líderes sejam um exemplo a seguir? Sem dúvida ou a sua legitimidade é abalada, mas temos que ter bom senso e alguma maleabilidade. E o que se espera da oposição? Que esta faça o seu trabalho e que critique bastante.

Por crítica, entende-se dar opinião positiva e/ou negativa e é pela capacidade crítica que surgem propostas. Continuemos a trabalhar.

Susana Santos

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