Um Pombal mais jovem e mais empreendedor

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ara os que andam mais distraídos, poderá parecer que a actividade mais importante a acontecer no nosso concelho será a luta pessoal de alguns “iluminados” na disputa do poder pelo poder em lugares a que nunca (em tempo algum) estiveram ligados, deram qualquer valor ou atribuíram importância. A velha necessidade de aparecer e de se fazer ver a que já nos habituaram.

Mas bom, a verdade é que há muito mais a acontecer e decisões verdadeiramente importantes a serem tomadas, não só para a vida e para a economia do nosso concelho, mas também para a fixação dos jovens pombalenses no nosso território. Veio este fim-de-semana a público a notícia de que a Câmara Municipal de Pombal irá lançar um programa de incentivo ao arrendamento de espaços comerciais a jovens, na zona histórica da cidade. É uma medida inovadora e uma peça importantíssima não só para o projecto da “nova” zona histórica da cidade, mas sobretudo para o futuro dos jovens pombalenses, que vêm, com este programa, um alargamento do leque de oportunidades para a sua vida futura, nomeadamente para a criação do seu próprio negócio.

Em primeiro lugar é preciso analisar a medida: afecta os jovens dos 18 aos 40 anos, licenciados ou com o 12º ano. Destina-se à actividade comercial e tem como áreas preferenciais de negócio o turismo e os produtos regionais. Funciona em regime de “partilha” e coworking, sendo que, em cada loja, deve ser instalado um mínimo de 2 negócios e o máximo de 4 (dependendo da tipologia e do tamanho do espaço). Quanto à renda, esta é suportada em um terço (números redondos) pela autarquia e o restante pelos jovens comerciantes, sendo que, na parte suportada pela câmara, está já incluído o valor referente à água e às taxas inerentes (lixo, etc.).

Depois é necessário olharmos para o seu alcance. Estamos perante uma medida de incentivo sério ao empreendedorismo jovem e à criação do próprio posto de trabalho. Falamos de uma opção estratégica de fomento e de desenvolvimento do tecido económico local. É o apontar de uma saída e a criação de mais uma solução para o grave problema das oportunidades de emprego. É também um importante passo que vem acrescentar argumentos positivos na altura de tomada de decisão, entre o “seguir em frente” – porque há condições e o risco é mais controlado – e o “logo se vê” ou o “deixar para mais tarde”.

Mas não é apenas isto. É também uma medida que vem complementar uma estratégia maior, mais alargada e de verdadeira mudança na vida da nossa cidade. Há muito anos que a JSD vem defendendo, não só a requalificação da zona história, mas também o seu repovoamento e a criação de uma nova dinâmica aproveitando este espaço único e de excelência. O arrendamento jovem – que já está em marcha – e o aproveitamento da praça Marquês de Pombal tornando-a numa zona de referência, com bares, explanadas, lojas e outros serviços. Uma zona histórica com uma outra estória e com uma outra vida – centro de referência como em muitas outras cidades.

É verdadeiramente este tipo de medidas, equilibradas, pensadas e com uma clara estratégia de desenvolvimento associada que fazem evoluir esta cidade e este concelho que tanto gostamos. São estas medidas de incentivo sério e orientado que marcam verdadeiramente a diferença e que trazem resultados duradouros para futuro. A fórmula não pode ser mais a antiga fórmula socialista de “atirar” dinheiro para cima dos “problemas” em forma de apoio. O importante, no início de qualquer negócio, são as despensas fixas (rendas) – e é esse um dos grandes factores de tomada de decisão – e o importante na requalificação, ordenação e desenvolvimento de um espaço ou cidade é a estratégia, neste caso a estratégia integrada.

Estamos no bom caminho.

Pedro Brilhante

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