Um Governo-borracha

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á muitos adjetivos que podem ser utilizados para classificar o Governo de Portugal (e não dos portugueses). Nenhum deles é especialmente simpático ou cordial, pelo que me parece que a classificação mais adequada (e educada) terá de recorrer a um substantivo: Governo-borracha.

Em primeiro lugar, pela flexibilidade que é necessária para conjugar o realismo que a Europa nos exige (e que os portugueses exigem também), com a completa irresponsabilidade que a extrema-esquerda (leia-se, todos os partidos de suporte ao Governo-borracha). Essa flexibilidade tem sido colocada à prova e tem levado a consecutivos adiamentos de votações na Assembleia da República. E todos sabemos que a flexibilidade das borrachas tem limites e que não é assim tão difícil partirem. (Quanto aguentará esta?)

Mas este é também um Governo-borracha, porque o seu único programa é pagar tudo o que foi feito. É um Governo apoiado por partidos que, à revelia do Ministério da Educação, revoga os exames do 4º ano em pleno decorrer do ano letivo.

É um Governo que revoga os exames de avaliação dos professores e permite que aqueles que chumbaram o ano passado voltem a dar aulas sem ter de prestar mais qualquer prova.

É um Governo que trava processos de concessão dos transportes públicos e ameaça travar a privatização da TAP, afastando o investimento privado e condenando as empresas de transporte à estagnação e os contribuintes a continuarem a atirar dinheiro ao lixo

É um Governo que ameaça revogar a Reforma do Mapa Judicial quando o sistema está já implementado.

É acima de tudo um Governo que se esforça por apagar os esforços que os portugueses realizaram nos últimos 4 anos e atirar de novo o país para a situação insustentável em que nos tinham deixado.

Nuno Carrasqueira

 

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