Triste fado

[dropcap size=”500%”]M[/dropcap]Mais um ano mais um aumento de impostos, poderia ser novidade, mas mais uma vez se repete o triste fado.

O melhor que poderá existir para as comemorações de um novo ano é saber que daí a uns dias estaremos a ser taxados por imposto que não são bem diretos, que pensamos que não nos afetam mas na realidade os maiores afetados são as pessoas singulares e os contribuintes.

No entanto para compensar toda a desgraça dos impostos, temos uma boa noticia para compensar, o aumento do salário mínimo nacional. Assim já é possível concretizar todos os sonhos pretendidos no ano anterior, já é possível fazer a viagem que tantos sonhamos, já é possível esquecer a falência do BES, as filas de espera nos centros de emprego, entre muitos outros acontecimentos que nos têm vindo a marcar.

Mas quando vamos para realizar os nossos sonhos, constatamos que não é possível, porque na realidade aquilo que pedimos durante o comer das passas da passagem de ano, é nos impossível concretizar, porque todas as economias que pretendíamos realizar, serão comidas pelos impostos indiretos.

Pior ainda são aqueles portugueses que passaram as maiores dificuldades em 2016 e que viram no aumento do salario mínimo a hipótese de este ano ser melhor, mas quando pegam no carro para trabalhar, porque não tem transportes públicos disponíveis, se reparam com os mesmos problemas na hora de abastecer, quando chegam a loja para trazer os produtos essenciais, reparam que continuam a ter que prescindir de alguns alimentos. Mas estes portugueses ainda têm uma hipótese, que é andar a pé, o que será vantajoso para saúde e para a carteira. Mas é esta situação que me relembra o provérbio “Andar de cavalo para burro”.

Mas eu estou me a esquecer que o aumento do salário mínimo vai ser muito bom, porque os cêntimos que iram subir, mais tarde terão de ser tirados através de novos impostos, que esta semana já estão a começar a ser concretizados, através dos impostos nos pagamentos sobre os cartões de créditos ou de debito.

Resta-me questionar se mais tarde terei de pagar este aumento salariar, com mais quantos impostos? Não seria melhor o aumento salarial sem impostos indiretos?

 Suse Santos

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