Toma lá, dá cá!

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o início do mandato deste Governo questionava-me: “Como é que António Costa e companhia vão conseguir aliviar a austeridade e ao mesmo tempo reduzir o défice?”.

Entretanto, de mansinho e sem dar grandes explicações, renegociou-se a dívida: este ano não vamos pagar ao FMI o que foi acordado com anterior Governo, mas sim apenas um terço desse valor; em 2017, o valor do pagamento à instituição vai ser bastante reduzido em relação ao montante previamente estabelecido. À primeira vista até parece agradável esta negociação, mas o português mais atento percebe que aquilo que já não vamos pagar nos próximos 2 anos terá que ser pago mais tarde e com (mais) juros.

Com este adiamento o país necessitará de se financiar em cerca de 11 mil milhões de euros. Para quê? Para aliviar a austeridade, ora veja:

– Doutor, tenho um plano! – disse Mário Centeno.

– Conte-me os pormenores! – entusiasmou-se António Costa.

– E que tal aliviar a austeridade agora e oferecer tudo de bandeja, e daqui a uns anos tiramos ainda mais aos contribuintes, para conseguir pagar a dívida que contraímos para lhes dar essas regalias?!

– Excelente ideia! Apostamos no eleitoralismo e vencemos as próximas eleições!

No fim abraçaram-se, cantaram, encomendaram um faqueiro de 75 000 €!

http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/159273

A conversa não deve ter sido bem esta (exceto a parte do faqueiro de luxo, essa é verídica), mas a estratégia de António Costa não anda muito longe. Mas se a austeridade vai acabar, porque é que o orçamento para o Ensino Superior se vai manter? Com tantas críticas feitas pelo PS relativamente a este valor, esperava-se outra atitude. E a JS? O que tem a dizer sobre isto? Nada, como de costume.

Ricardo Pinheiro.

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