Sozinho nas Urgências

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AVID DUARTE.

Não é um nome incomum que faça mover vontades mas é o nome de um jovem que já não se pode lamentar do ordenado que lhe cai na conta ao final do mês, das dívidas que tem de pagar à custa de nem sabe bem quem, dos imputados impunes, do terrorismo avassalador que acaba “num vale de lágrimas” e de tantas outras situações que ocorrem a quem ainda tem a oportunidade de escolher: desistir, ficar ou enfrentá-las.

E afinal, o Serviço Nacional de Saúde está de luto? Quanto custa salvar uma vida ao fim de semana em Portugal?

A saúde está doente e não lhe bastam umas vitaminas ou um suplemento de ferro para a revigorar mas fazer-lhe braço de ferro também não é solução.

Médicos e SNS, os contribuintes pagam para também terem acesso à saúde a qualquer hora e sem terem de recorrer à agenda para marcar uma urgência. O Estado que “investe” milhões em bancos porque não pode também “investir” em pessoas que contribuirão para a capitalização de quem as salvou?

Quando os fins justificam os meios só temos é que os usar porque salvar uma vida não tem hora certa, nem promoções ou saldos.

À família do David, os meus pêsames (porque ainda o posso fazer).

Susana Santos

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