Socialismo, a mais cara das drogas

[dropcap size=”500%”]R[/dropcap]

ecordo-me duma aula do secundário – não identifico a disciplina propositadamente – em que a professora nos disse para desconfiarmos sempre das palavras terminadas em “ismo”.


Quem me conhece sabe que por norma sou uma pessoa que sei ouvir, que tem facilidade em concordar com o interlocutor, que aceita boas ideias e que procura sempre melhores soluções. Não sou de grandes fanatismos nem fundamentalismos (aí está o malvado do sufixo). Costumo dizer de forma leviana, numa linguagem simples e facilitadora, mas conceptualmente incorreta, que me considero mais liberal em termos económicos e de organização do Estado e mais socialista em termos sociais. Porquanto, considero que só esse modelo económico é capaz de gerar riqueza para suportar um estado social forte, à semelhança daquilo que acontece nos países nórdicos e em alguns da europa central.


Não há dúvidas de que os partidos de matriz socialista são indispensáveis nas democracias ocidentais, daí já nasceram grandes líderes mundiais e daí já se retiraram grandes avanços civilizacionais.


Contudo, o nosso socialismo, o socialismo à portuguesa parece que dá razão à minha professora do secundário e acarreta no seu “ismo” o pior de si: é o socialismo do gasta tudo hoje, que amanhã logo se vê!


Os governos socialistas portugueses (e não só, porque numa sociedade de matriz socialista como é a portuguesa, é fácil cair na tentação) têm feito jus à máxima de Margaret Thatcher “O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”. O último bateu todos os recordes, duplicou em 6 anos a dívida que contraímos em 40, fez promessas caras, endividou-se para “comprar” a reeleição, negociou contratos de milhões com início do pagamento uns anos depois, quando já fossem outros a pagar e tudo o resto que já sabemos, com as consequências que hoje sentimos na pele.


O Costismo segue a mesma corrente, com uma agravante, já que para além de não ser inteligente, não é sério e é uma falta de vergonha não ter aprendido com o que se passou em 2011 e com o sofrimento que a irresponsabilidade socialista causou a todos os portugueses. Deviam ter a humildade de mostrar arrependimento e a vergonha de só prometerem não voltar a repetir a história.


Mas não. Costa parece não ter aprendido nada. Todos os dias faz promessas que custam milhões, todos os dias tenta “comprar” os votos dos portugueses e pôr a cenoura à frente do nariz, todos os dias promete fazer o oposto do que este governo fez, todos os dias promete aumentar os rendimentos das pessoas e descer os encargos, como se este governo o não fizesse por mera má vontade.


Reconhece que a Segurança Social tem um buraco mas levianamente se propõe a aumentar esse buraco. Ao mesmo tempo que diz que vai pôr a economia a funcionar mas já fala em não cumprir com o que acordou aquando da reforma do IRC (do sucessivo alívio da carga fiscal), dando aos empresários e investidores o pior que podem receber: instabilidade e incerteza quanto ao modelo fiscal de cada país, a receita ideal para afastar o investimento e a criação de riqueza. Sem essa riqueza não há dinheiro nem para pagar os desvaneios socialistas, nem para pagar as meras necessidades do país.


Se porventura o PS ganhasse dia 4, começaria por desbaratar o dinheiro que existe “ em caixa”, dinheiro esse suficiente para aguentar o país por mais de um ano, que este governo tem ido buscar aos mercados a taxas de juros baixíssimas. Depois o governo socialista já sem dinheiro e com os juros a aumentar iria mandar mais umas dívidas para debaixo do tapete. Passado uns meses iria dizer que a austeridade teria de voltar e mais cedo ou mais tarde estaria de joelhos a pedir ajuda à Europa.


Vamos lá fazer uma desintoxicação desta droga que é o socialismo, vamos deixar de pensar no “prazer” imediato e pensar sobretudo no crescimento constante, equilibrado, sólido e responsável das nossas vidas. Já só tem uma recaída quem quer. Porque no fim de contas esta droga sai muito cara a todos, se não for hoje é amanhã ao dobro do preço!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *