Próximo desafio, Europa.

Saber conquistar o voto nas urnas é o derradeiro teste a um partido político e o próximo desafio será as Eleições Europeias, em Maio de 2019.
Apenas 6 meses nos separam daquelas que são recorrentemente as eleições menos participadas em Portugal.
No entanto não se pode de forma alguma retirar-lhe uma grande parte do protagonismo para o ano de 2019. Se pensarmos que as Eleições Legislativas, em final de 2019, são o derradeiro teste para os partidos portugueses, não podemos por de lado as Europeias que são aquelas que vão fazer o 1º combate entre partidos tradicionais e novos que pretendem afirmar a sua vontade de mudança, num cenário marcado pelos resultados favoráveis de partidos jovens em várias eleições por países europeus.
Aquele combate que promete ser mais disputado é pelos votos pelo círculo de votantes tradicionalmente de direita. Se por um lado temos PSD que pretende usar estas eleições como forma de mostrar solidez interna e regressar à normalidade de conquistar votos há também um CDS que se vê obrigado a lutar pela sobrevivência política, agarrando aqui armas para se manter à tona, tentando novamente sair da insignificância obtida após as ultimas autárquicas.
Do outro lado temos a grande quantidade de partidos da ala de direita que têm surgindo. Desde “Aliança”, a “Iniciativa Liberal” até ao último “Chega”. Apenas a “Aliança” se pronunciou sobre candidatos certos até ao momento, mas podemos presumir que os outros pretendam ir a votos. Será o local ideal para tomar pulso ao eleitorado e perceberem como se colocar. Têm que ser uma fonte de proposta de ideias concretas e não apenas uma plataforma de sobrevivência política dos seus membros. Esse será o seu primeiro desafio nestas eleições Europeias. Agarrar aqueles que se sentem “órfãos” de políticas insignificantes.
Há medida que se aproxima a data de eleições será interessante ver esse jogo de ideias, e pessoas, à medida que a opinião pública vai moldando todos os partidos.
Algo que indiscutivelmente nenhum dos partidos se deve esquecer é o eleitorado jovem. A maioria da sociedade jovem portuguesa vê-se como europeísta e, apesar de ser a fação mais abstencionista, não pode de todo ser ignorada. Os partidos têm de captar as problemáticas desta fação muitas vezes menosprezadas. Serão com toda a certeza as suas posições e propostas por assuntos como o Artigo 13 e o descontentamento com o centralismo nacional que os farão sobressair entre eles.

Alexandre Santos – Vice-Presidente da Comissão Política