Portugal é um país de contrastes

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sua população encontra –se distribuída de uma forma um pouco desigual por todo o seu território. Esse contraste é fortemente visível nas áreas do interior e do litoral do país, nas quais tem vindo a acentuar-se o decréscimo de população muito significativo.

Portugal sempre viu a sua” fronteira Atlântica” como fator de orgulho nacional, não se preocupando muito com a sua fronteira europeia, ou seja, a fronteira com Espanha.

Esta despreocupação ao longo de vários anos tem levado à saída das populações destas áreas, devido á necessidade de procurar emprego, procurar melhores serviços e condições para os seus filhos poderem estudar e ainda necessidade de ter mais à mão os grandes centros urbanos.

A carência de pessoas nestas áreas gera vários problemas, sendo o principal problema de cariz económico, pois sem população não se consegue gerir um território, não se produz riqueza, não há um desenvolvimento sustentável.

Outro grande problema passa também pelo desinvestimento na agricultura e nas florestas, provocando inclusive um risco ambiental e até o aumento do risco de incêndios.

Parece-me que com todos estes problemas que estes municípios enfrentam, é de elogiar o enorme trabalho e esforço que desenvolvem na tentativa de manter a sua população e até na atracão de novas pessoas.

A actualidade que é transmitida diariamente é desencorajadora, negativa para os jovens. Todos os dias estamos perante o mesmo discurso: “não temos crianças suficientes, não iremos abrir nenhuma creche, não temos alunos para abrir uma escola, não iremos construir essa escola, ou até o facto de não ter utentes suficientes iremos fechar o centro de saúde”.

Na minha opinião o discurso, deve de ser completamente diferente! Este discurso só afasta a população e o que se pretende é precisamente o contrário, portanto, não podemos afastar assim tanto os serviços destas populações pois estes serviços são essenciais para que a população se fixe e crie a riqueza necessária nesse mesmo território.

É com este pano de fundo que o Núcleo da JSD de Abiul não passa ao lado desta situação e também está a dar a sua contribuição para esta “luta”, apesar de Pombal ser um Município do litoral e até bem povoado, a freguesia de Abiul, talvez pelo facto de se situar na extremidade do concelho já muito próximo das áreas do interior, encontra-se numa situação idêntica á maioria das regiões interior, tendo a sua população vindo a diminuir a olhos vistos de ano para ano.

É por isso que nos orgulhamos de ter apresentado a proposta InfoTeca, que será nada mais, nada menos que uma descentralização da Biblioteca Municipal de Pombal, na criação de uma Sala de Estudo e de uma “mini” Biblioteca para que os jovens estudantes de Abiulenses bem como todas as outras faixas etárias possam usufruir deste espaço, sem ter que percorrer no mínimo 10 km para usufruir de espaço semelhante, conseguindo se assim encurtar distâncias e criar melhores condições para toda a população.

Podemos dizer que foi uma pequena ajuda para “combater” este problema, mas se juntarmos mais pequenas ajudas deste género, de certeza que todo o interior do país agradece bem como todas as suas populações.

Marco Mendes

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