Os anos perdidos de Seguro a prejudicar Portugal… Para nada.

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ozé Seguro que se vê com os dias contados na liderança do PS ou a sair deste processo ainda mais fragilizado e em pior posição para disputar as legislativas de 2015, deve estar a sentir, ou deve vir a sentir, uma enorme frustração. Frustração por perceber que a oposição irresponsável que levou a cabo nestes 3 anos de nada serviu, não chega a 1º ministro como tanto ambicionara, e percebe que os meios não justificaram os fins, e os meios foram de grande sacrifício para o país. A sua oposição irresponsável prejudicou o pais… E para quê? – pensará ele – Para nada!

Nas últimas décadas não existiu momento da nossa história política que justificasse um consenso alargado entre forças políticas como estes três anos de ajustamento severo. Este período “Troikista” era o tempo certo para os maiores partidos portugueses chegarem a acordo sobre as reformas essenciais para o país, a tão badalada Reforma do Estado. Tinha sido este o momento certo, porque pela emergência nacional que atravessamos as máquinas partidárias e os seus militantes iriam perceber este “dar as mãos” e a população em geral perceberia a dimensão do momento e dos problemas para o país – que justificava o entendimento partidário.

Tozé Seguro preferiu colocar os seus interesses à frente dos interesses do país e, em vez de dar as mãos ao país, preferiu fazer uma oposição demagógica, irresponsável e populista, na esperança que ao cavalgar na onda de descontentamento da população, tivesse o passaporte garantido para o lugar de 1º Ministro. Correram-lhe mal os planos, em primeiro porque os portugueses não esqueceram que o PS foi o primeiro signatário do memorando de entendimento, logo tinha a obrigação de fazer os possíveis para que o mesmo fosse cumprido, em segundo, o seu discurso fácil, do devolver, repor e prometer, é o discurso “politiqueiro” do qual os portugueses estão fartos e, por fim, o D. Sebastião António Costa foi mais calculista do que ele. Agora Seguro percebe que estes foram anos perdidos, de que nada valeram para os seus objectivos pessoais e que contribuíram, sim, para o prejuízo de Portugal.

D. Sebastião António Costa nunca fez muita questão de vir a ser 1º Ministro, é que isso até dá trabalho… E como ele, enquanto ministro, sempre teve a sorte de ficar com ministérios simpáticos, sempre teve a total simpatia e protecção da comunicação social aliada a uma boa dose de marketing político, goza de um D. Sebastianismo junto dos portugueses. Ingredientes suficientes para a generalidade da população achar que está a fazer um óptimo trabalho em Lisboa, quando o que faz é vender bem meia dúzia de actividades para “porolos verem”. Da mesma forma que foi eleito com a bandeira da redução da dívida do Município, e se não fosse o amigo Miguel Relvas, enquanto ministro, a pagar os terrenos do aeroporto, a dívida continuava a galopar, continuando contudo a ser o município mais endividado do país.

Pois bem, mas D. Sebastião Costa pretendia fazer o percurso de Jorge Sampaio, transitar da CML para a Presidência da República, porém na semana passada o seu amigo (e próximo politicamente) António Guterres veio abrir caminho para ser candidato a Belém, destronando assim as expectativas de Costa. Este percebeu que ficar mais dez anos à frente de Lisboa ou noutras funções quaisquer o iriam apagar politicamente, então não teve quaisquer escrúpulos em mostrar a sua “lealdade” para com Seguro, dando o golpe na primeira oportunidade. Se o Seguro se aguentar o PS sai mais fragilizado deste processo com o fantasma da divisão interna, saindo totalmente “queimado” o Costa. Se o Costa chegar à liderança do PS haverá muitos socialistas e muitos portugueses que não se esquecerão da sua deslealdade e do seu golpe palaciano.

João Santos

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