“Olha ali um tesouro, vamos lá assalta-lo”

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Era uma vez um grupo de amigos que aspirava o poder, precisava de o ter, havia o risco de não o ter e de não sobreviver politicamente. É tão fácil aproveitar-se da fragilidade de alguns…”

Isto foi o panorama político em Portugal. Depois de derrubar o seu camarada de partido,derruba-se um governo.

António Costa depois de derrubar Seguro, e após ter dividido o seu partido, Costa tinha que obrigatoriamente de ganhar as eleições legislativas, sob o discurso que o partido tinha uma margem mínima de vitória nas sondagens e que o seu partido necessitaria de uma vitória clara.

No dia 4 de outubro, os resultados das legislativas foram claros, depois de ter pré-falido o país e obrigado os portugueses a fazer um grande esforço, para cumprir os compromissos internacionais, em que o PS, PSD e CDS-PP subscreveram um compromisso de honra, os portugueses manifestaram-se nas urnas e não quiseram a alternativa de esquerda do PS.

Ora bem, era indispensável ir para o governo, pois havia favores a serem cobrados por amigos. Catarina e Jerónimo quiseram derrubar um governo legítimo, não o deixando sequer apresentar o seu orçamento de estado, pois o país passou por um momento em que foi obrigado a subscrever um acordo negociado e assinado pelo PS, que obrigou-nos aos momentos delicados que todos sabemos, e alegaram que este governo “era mais do mesmo”, Costa aproveitou, e sentou-se à mesma mesa com esses senhores, na verdade não convergiam em nada…Exceto em dois pontos, necessidade em derrubar o governo PSD/CDS-PP e em fome de poder.

Catarina e Jerónimo não querem governar, apenas reivindicam, mas viram neste cenário, uma oportunidade de ter o PS na mão, que irão obrigar o atual governo a compactuar com os seus ideais.

Mas vamos ao que interessa, sabendo que não poderia ouvir a voz do povo nos próximo 11 meses, tendo em conta que o presidente da república só será empossado em meados de março e só poderá marcar eleições e dissolver a Assembleia da República em Setembro do próximo ano. Costa encostou-se ao poder.

Viu aqui uma oportunidade de poder governar um país em recuperação financeira e em crescimento, cenário inexistente em junho de 2011. Tendo a possibilidade de nomear para o governo camaradas e amigos.

Se isto não acontecesse era o fim da sua vida política e aumentaria os conflitos internos. E agora, António Costa usufrui dos esforços de todos nós, resta saber se tem capacidade de aproveitar as condições que lhe são dadas.

Luís Contente

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