O que são os partidos políticos?

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sta é uma pergunta difícil de responder. A complexidade desta pergunta surge, em primeiro lugar, por causa de inúmeras subdivisões do espectro ideológico onde os infindos partidos políticos se inserem.

Em segundo lugar, a relação e semelhança entre partidos políticos e outras instituições que exercem funções políticas podem ofuscar a compreensão da especificidade desta forma de organização política.

A razão de ser dos partidos políticos assenta essencialmente em 4 pilares basilares: visão própria de quem acredita que irá beneficiar toda a população; a sua promoção; a disputa nas eleições; implementação de projetos defendidos.

É sobre o primeiro pilar “ visão própria de quem acredita que irá beneficiar toda a população” que me irei debruçar, dado que, na minha óptica, parece ser a essência de um partido politico.

Um dos problemas dos partidos políticos remete-se ao facto que ao olharem para a população como um todo, de vez em quando, esquecem-se dos casos mais particulares e específicos.

Tendo em conta a distribuição demográfica de Portugal, constatamos que as grandes populações concentram-se na sua grande maioria nas cidades metropolitanas, deixando, assim, o interior à mercê da desertificação. Também os partidos políticos têm vindo a ter uma postura de indiferença para com as zonas rurais e pessoas do interior que lutam pelas suas terras, tentando resistir às dificuldades. Os partidos políticos limitam o seu âmbito de atuação ao do perímetro das grandes cidades ou centros urbanos.

É urgente descentralizar as forças políticas, esta dita parcela da sociedade que tem vindo a ser esquecida, merece um pouco de atenção, nomeadamente no que toca ao seu desenvolvimento e promoção para aos poucos não deixarem “morrer” as vilas e aldeias do interior. A intervenção dos partidos políticos não pode incidir só na época de eleições, em que durante os quais prometem mundos e fundos no caso de serem eleitos.

A classe política em Portugal tem-se vindo a degradar ao longo dos anos, o que fazer para invertermos este paradigma?

Esta mudança tem de partir dos jovens, e por isso, temos, nós JOVENS, que provar aos cidadãos que, através do nosso esforço, dedicação, audácia e trabalho, que a politica é vital.

Como prova que os jovens estão a reunir esforços no sentido de descentralizar as forças politicas, a JSD de Pombal deu um passo muito importante. Este fim-de-semana foi criado o Núcleo da JSD de Abiúl. O seu intuito é motivar os jovens para a política desde que seja em prol do bem da sua terra.

É necessário estarmos muito mais perto dos jovens, ouvir as suas dificuldades, as suas necessidades, eles são o nosso fio condutor, eles são o rumo do nosso futuro.

Não temos dúvidas que a juventude abiulense irá empenhar-se afincadamente, mostrando assim ao concelho, que Abiúl está de facto onde realmente merece.

A nossa freguesia só tem a ganhar com este género de mobilizações. Se tiver todos os jovens, a junta de freguesia, assim como as associações e entidades municipais todos a trabalhar para o mesmo sentido, certamente que teremos bons resultados e a Abiúl logrará muito com esta união de esforços.

Marco Mendes

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