O PORTUGAL DE HOJE

[dropcap size=”500%”]V[/dropcap]ivem-se dias tristes para a democracia e para todos aqueles que acreditam no respeito pela independência das instituições de controlo, na concepção do Estado como entidade imparcial e inspirada pelo bem público e na liberdade de expressão.

Não sendo de todo surpreendente este tipo de tácticas da esquerda, há momentos em que não se pode ficar indiferente.

No Portugal de hoje, controlar instituições como o BdP e o Conselho de Finanças é vital para o Governo e os alarvantes do BE e do PCP.

No Portugal de hoje, descredibiliza-se e ataca-se perpetamente estas instituições quando estas não pensam de acordo com o que agrada ao Governo, favorece-se uma parte do país contra a restante, toma-se partido por alguns grupos e o interesse privado está acima de tudo.

O investimento público desce ao nível mais baixo dos últimos vinte anos em troca do aumento nas pensões e dos salários na função pública.

Hoje, temos um Estado que existe para dar empregos, contratos e regalias aos seus dependentes, garatindo assim, a subida nas sondagens e inspirando a gratidão política.

Este Estado chegou em 2015, com António Costa, por circunstâncias da vida, nosso primeiro-ministro.

E no fim?

Bem, no fim, dirão que os frustrados da ‘direita’ arranjaram uma crise para deitar abaixo António Costa.

Porque, claro, tudo estava a correr muito bem.

Nicolle Lourenço

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