“Ó Mário é esta a alternativa? Que estranho…”

[dropcap size=”500%”]A[/dropcap]s declarações do ministro das finanças após ter visto o orçamento aprovado, com certas reticências, são um tanto ou quanto estranhas. O Srº Mário declara que o orçamento aprovado é mais senão uma alternativa que diz existente ás politicas do governo anterior. Isto seria um tanto verdade caso não tivesse o Srº António feito campanha nem se tivesse coligado com politicas anti-austeridade e anti moeda única, na qual afirmavam querer acabar com a austeridade pagando o seu orçamento com crescimento económico e não com aumento de impostos nem corte nas despesas.

 Pois o que se pode observar é nada mais que um orçamento que prevê, estranhamente, um aumento de impostos no “modesto” valor de meio milhar de milhões de euros, aprovado em conversações por mais quem se não os seus arquiinimigos, a União Monetária, também a despesa pública parece hoje que vai aumentar com a recuperação de 50% das acções da companhia aérea portuguesa TAP, e podemos também imaginar a sua capitalização. Bem assim sendo ficaríamos quase todos satisfeitos, caso tudo isto fosse pago pelo crescimento económico e de aí as fontes dessa metade de bilião de euros em impostos. No entanto parece que não é desta que este governo pode dizer que foi o que fizeram, uma vez que ao que parece ninguém sabe do paradeiro do ministro da economia, para que nos possa indicar o quanto vamos crescer este ano, não informa isso nem mais nada, e pelo andar da carruagem duvido que o próprio primeiro ministro saiba também o que anda ele a planear.

 E assim concluímos um orçamento de estado, com a esperança que no seu ficheiro excel do próximo orçamento de estado (caso haja) esteja contemplado o crescimento económico como pagamento do que for orçamentado.

Jorge Pereira

 

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