O ano sem Seguro!

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m 2014, o panorama político em Portugal alterou-se com a saída de António José Seguro da liderança do maior partido da oposição, deixando o lugar à disposição de António Costa que, diga-se de passagem, moveu montanhas para chegar ao poder, com ações a roçar à deslealdade e à ganância.

Mas afinal o que mudou no PS?

O (ainda) presidente da Câmara Municipal de Lisboa assumiu o comando do Partido Socialista criticando o atual governo e prometeu mundos e fundos aos Portugueses, caso fosse eleito PM. Verdade seja dita, o discurso de António Costa não tem qualquer conteúdo, é um discurso abstrato usado com o único propósito de se posicionar favoravelmente junto do seu eleitorado. As únicas ideias adiantadas por Costa passam pela eliminação da sobretaxa de IRS e pelo aumento de investimento público, socialismo no seu estado mais puro aumentando a despesa e diminuindo a receita, situação que certamente não vai ser saudável para o nosso país.

Já António José Seguro, por sua vez, propôs uma diminuição da carga fiscal sobre os contribuintes e a reposição total das pensões, resultado em tudo semelhante às propostas apresentadas por António Costa.

Para os mais atentos é fácil perceber que os programas de governo de Seguro e Costa diferem em muito poucos aspetos. Sendo assim, a maior diferença é ao nível da personalidade. Será?!

Ora, AJS somou vários erros crassos que, politicamente, não passaram despercebidos protagonizando algumas das maiores cenas de comédia. Por exemplo, quando afirmou que o Executivo demonstra “ausência de insensibilidade social” por estar a exigir mais sacrifícios “a quem mais tem e a quem mais ganha”. Realmente este Governo devia ganhar juízo!

De líder AJS não tem nada, foi um “erro de casting” de um PS que no seu congresso viu aprovadas alterações ao seu funcionamento que o aproximam do Partido Comunista, tendo ficado evidente a “queda” política de Seguro ao se inspirar em Estaline para manter o partido em ordem, mudando as regras a seu favor (dentro do próprio partido) para se proteger de Costa. Só alguém sem caráter político é capaz de tal atitude.

Já AC, entre muitos erros, cometeu um que, na minha opinião, é o mais grosseiro de todos (e não estou a falar dos fundos comunitários!). Em outubro de 2014 AC afirmou que “não há solução para as cheias” que se faziam sentir em Lisboa, por aquela altura. Acontece que AC, tem no seu gabinete da CML um plano de drenagem para a cidade, aprovado há já 6 anos! Com isto AC mostrou desconhecimento e imprudência no que à gestão da autarquia e do território diz respeito. Será que AC, que não demonstra capacidade de colocar em prática soluções já existentes para os problemas de uma cidade, vai ser capaz de gerir um país?!

Uma coisa é certa: qualquer semelhança entre estes dois políticos é pura coincidência!

Ricardo Pinheiro

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