O ano do Oeste

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ste foi um ano particularmente importante para o Oeste. Foi o primeiro ano da agregação, foi um ano de batalhas, e muito se deve às populações que, não estando na maioria de acordo com a reestruturação do mapa administrativo, se mantiveram serenas falando em sede própria e com toda a calma que merecem estas mudanças. O PSD sabia que tinha de ser conciliador, já que os outros não estariam dispostos a sê-lo.

Todos, pelo menos a oeste, sabemos o que está a acontecer. Estamos a ficar sem pessoas. Nem velhos nem novos, portas e janelas fechadas, que agora só são abertas em agosto. E é precisamente na zona mais desertificada, Mata- Mourisca, que se decide fazer a megalómana construção de um polo escolar. Uma construção cara que, se abrisse este ano, iria servir 63 alunos, 32 da Mata Mourisca e 31 da Foz, somando pré-escolar e 1º ciclo e que daqui a meia dúzia de anos estará obsoleta assim como os rios de dinheiro gastos nela. Dinheiro gasto para fazer cumprir as promessas de alguém que precisou de mostrar obra feita, mas quem o tempo fez esquecer. E que diz a oposição sobre isto? Nada. É de estranhar, já que, em 2013, em campanha autárquica, andaram de porta em porta, e de porta em porta repararam que a maioria delas não abriu. Não abriram porque as pessoas estão longe, muitas nem tencionam voltar, nem sequer para pôr os seus netos no moderníssimo pólo escolar. Acredito que isso não seja uma preocupação do PS pois essas portas que não abriram, embora não votem nele, também não votam em mais ninguém.

Durante este ano pudemos também assistir a um vergonhoso aproveitamento político usando assuntos de extrema importância para à população. Mascarando-se em movimentos independentes e usando como escudo a sua juventude, o CDS tenta a todo o custo angariar militantes, seguidores e eleitores, preparando desde já as próximas autárquicas.

A política tem de ser vivida com e para a comunidade. Quem tem responsabilidades autárquicas dentro de um partido não pode usar os problemas da população como um meio para a obtenção perversa do poder. Tem sim de os resolver para que mereça a confiança das pessoas e aí sim, terá a maravilhosa sensação de orgulho e dever cumprido.

Foi ainda o 1º ano do Núcleo da JSD do Oeste. Um ano de combate político, um ano de apresentação de propostas e um ano de construção e consolidação da estrutura. De entre as várias propostas destacamos a InfoTeca do Oeste. A InfoTeca propõe um espaço que contém características de uma biblioteca direccionada para toda a população, do 1º ano de escolaridade ao ensino universitário, com sala de estudo e sala web.

Para 2015, tencionamos apresentar a proposta do campus desportivo. A ideia será criar um espaço com várias valências desportivas e lúdicas como um pavilhão gimnodesportivo, um parque infantil, zonas verdes e um parque radical, que sirvam realmente as associações e a comunidade em geral. Espero que, para este ano, as forças políticas do Oeste respeitem as preocupações da população sem demagogia nem oportunismo.

Beatriz Branco

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