O ano da Biblioteca Municipal

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stamos em Janeiro, decorre a época de exames para muitos estudantes do Ensino Superior. E pela segunda vez a Biblioteca Municipal de Pombal está aberta até às 24 horas durante a época de exames.

Este é o resultado de um trabalho que foi desenvolvido durante anos, dando voz às reivindicações dos jovens pombalenses e que foi finalmente ouvida em 2014. Mas é impossível falar do Ano da Biblioteca Municipal sem falar dos anos que permitiram que esta realidade se concretizasse.

Não me quero alongar com uma resenha histórica, que de resto já foi feita neste blog, mas não posso deixar de destacar alguns pontos essenciais:

Em 2011, chegam à direcção da Associação dos Estudantes Pombalenses do Ensino Superior (na altura presidida por mim) vários pedidos para que interceda no sentido de prolongar o horário da Biblioteca Municipal em época de exames. É agendada uma reunião com o vereador responsável, que tenta articular com o responsável da Biblioteca mas conclui-se ser impossível, por falta de recursos humanos. É também dada a informação de que este alargamento já existiu e com pouca adesão por parte dos jovens.

Posteriormente, também a JSD em sede de Assembleia Municipal, pela voz da então presidente da estrutura, Andreia Marques, e posteriormente por mim próprio alerta a Câmara Municipal para esta necessidade.

Entretanto é criado o Conselho Municipal da Juventude e a ADEPES, já presidida pelo André Santos, apresenta também neste órgão as suas preocupações para com este assunto. A JSD desde logo se associa à iniciativa.

Mais tarde, a Juventude Socialista promove uma petição com o mesmo fim, reconhecendo que esta era uma preocupação da generalidade dos jovens pombalenses e não apenas da JSD ou da ADEPES.

O tema volta a ser abordado em sede de Conselho Municipal da Juventude e o executivo da Câmara Municipal demonstra abertura para a implementação da medida. Toma posse o vereador da Juventude, Renato Guardado, e finalmente é encontrada uma solução que permite implementar a medida com os recursos humanos existentes.

De tudo isto, quero tirar duas ilações. Em primeiro lugar, que na política as batalhas são muitas vezes prolongadas e muitas vezes quem as inicia não é quem vai colher os frutos. Quer na JSD quer na ADEPES, quem iniciou este trabalho não está agora à frente das estruturas. Mas é necessária coragem para iniciar as batalhas e para lhes dar seguimento, mesmo que sejam outros a colher posteriormente os frutos. E acima de tudo, é preciso ser persistente e não desanimar perante os obstáculos.

Em segundo lugar, dizer que espero que agora que esta medida foi implementada, espero que seja devidamente aproveitada pelos jovens pombalenses que sempre a reivindicaram. Se queremos continuar a ser ouvidos, temos de mostrar que as nossas reivindicações fazem sentido e são consequentes.

Aproveito ainda para apelar a todos, em especial ao Município de Pombal, para que divulguem esta iniciativa, pois os jovens só podem aderir se tiverem acesso à informação.

Por fim, parabenizar a nova direcção da ADEPES, presidida pela Ana Carolina Jesus, pela conquista que também é sua e pelos esforços que sei que envidarão para que esta iniciativa seja um sucesso e sirva de facto os jovens pombalenses.

Nuno Carrasqueira

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