Não somos os mesmos Portugueses, nem os mesmos pombalenses

Estivemos anos na lama, a lutar, a bracejar, a ver os nossos esforços diluir-se em lágrimas de tristeza. “Estávamos tão perto”, “Se não foi desta, nunca será”, “Há sempre alguém melhor”. Anos passaram e crescemos a ouvir mais do mesmo, a fazer mais do mesmo e a dizer mais do mesmo. Ou isso pensávamos nós.

Ganhámos o Europeu de futebol, António Guterres assumiu a secretaria-geral da ONU, trouxemos o Web Summit a Portugal e agora ganhámos o festival Eurovisão da Canção. Eu não acredito que alcançámos estes objetivos porque “desta vez tivemos sorte”, “finalmente aconteceu e de maneira improvável”. Nós conseguimos porque somos resilientes! Somos mais rijos do que um nórdico alguma vez será e mais desenrascados do que qualquer país do Sul. Quando descobrimos meio-mundo não o fizemos porque éramos os melhores, não se enganem, fomos ultrapassados por todos os outros países depois. Tivemos a convição e coragem de nos atirar para a frente e ser os primeiros!

Hoje conquistamos a Europa. Continuamos a não ser os melhores. Somos em média mais baixos do que os alemães, não somos os mais atleticos e pelo que se diz a Finlândia tem o maior quoficiente de inteligência da Europa. No entanto, em períodos díficeis continuámos a insistir e esta atitude criou uma das gerações mais bem preparadas e mais sonhadoras. Hoje somos confiantes e superamos resultados! Não somos os mesmos portugueses.

Em Pombal não vai ser diferente. A nova geração já mostrou que tem muito para dar. Há quantos anos pedíamos aos sete ventos uma solução para o Alto do Cabaço? Foi este ano, que conseguimos. É verdade, conseguimos! E este é só um exemplo. Uma rotunda que desbloquou um impasse, feita por um executivo que agora abre novos caminhos para o desenvolvimento de Pombal.

Acredito que a equipa que agora lidera os destinos do nosso concelho tem ainda muitas vitórias para trazer aos pombalenses e acredito, acima de tudo, que os pombalenses queiram esta mesma equipa vencedora. Este sucesso cabe agora a cada um de nós atingir. Temos 4 meses para apostar no futuro de Pombal. Não somos os mesmos pombalenses.

João Matias

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