“Jurassic Park” 2017?

As últimas eleições autárquicas de 2013 ficaram conhecidas como “o momento em que os dinossauros não se puderam recandidatar”. Inúmeros desses “dinossauros” acabaram por se candidatar às Assembleias Municipais, às Câmaras Municipais (não podendo ocupar o 1º lugar das listas) ou então candidataram-se a outros órgãos autárquicos noutros municípios. Ainda existiram aqueles que se retiraram da política ativa. Pelo menos temporariamente. E em 2017? Como será?

Em 2017 vai acontecer um fenómeno curioso: vão existir autarcas que não se vão puder recandidatar ao mesmo cargo e vão existir ex-autarcas que querem voltar aos cargos que desempenharam, alguns deles ao longo de 20 anos. Observando este paradigma, é necessário e urgente que exista uma renovação geracional nas listas candidatas a estas eleições. Esta deve de ser a primeira medida a ser tomada para criarmos uma sociedade melhor. A presença de jovens em número significativo nas listas tem de ser algo transversal a todos os partidos e movimentos de cidadãos visto que se tal não acontecer, os jovens continuaram a não observarem razões para participarem nos atos eleitorais. Os jovens de hoje que serão os pais de amanhã e que transmitirão os valores que adquiriram durante a sua vida aos seus filhos, criando uma situação em bola de neve.

Como tal, tem de existir uma expressão de ordem: “Mais jovens nas listas candidatas aos órgãos autárquicos”. É necessário que exista a maior representação de jovens nas listas alguma vez vista desde as primeiras eleições autárquicas de 76. Chegou a hora da renovação. AGORA!

André Tasqueiro

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