Há diferenças inegáveis – até para quem não gosta.

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pós prolongada paragem da actividade política nacional (que convenhamos, também tem direito ao seu descanso) é chegada a hora da tão esperada rentrée, com toda aquela pompa e circunstância que a ocasião sugere. É um momento marcante e fundamental na nossa vida comum, mas é também o “matar-da-sede” da falta de assuntos relevantes para falar no dia-a-dia. Contudo, este ano foi diferente e graças ao nosso amigo Partido Socialista, animação foi coisa que não faltou o verão todo, deixando a rentrée sem o encanto de outros tempos – C’est la vie!. Servindo porém e apesar de tudo, para reforçar algumas diferenças que se mantinham ofuscadas pela incandescente luz do movimento “são todos iguais!!”, é que se tornou completamente evidente as diferenças, não entre candidatos ao PS, mas entre quem nos governa e quem nos pretende governar.

Em primeiro lugar os candidatos ao trono. Nem Costa nem Seguro provaram ser capazes de assegurar a estabilidade ou de cativar uma grande avalanche de apoio. O PS está partido e partido ficará por falta de capacidade de liderança de ambos. Nenhum se destacou, nem as suas diferenças se fizeram notar (para além do peso, da cor de pele e do tom de voz), a “cassete” é a mesma e até a mais inábil das jornalistas (Judite de Sousa) conseguiu chegar a essa triste conclusão após o debate/show Judite que protagonizou na TVI. Só há uma coisa que os separa e essa, tenho de admitir, até me faz ter uma certa simpatia por Seguro… é que Seguro não gosta de Sócrates e até ataca a sua Governação (para atacar Costa bem sei, mas ataca) e Costa é discípulo do Mestre em Tortura, foi seu Ministro da Administração Interna e seu nº2 no PS, o que faz dele culpado e cúmplice da irresponsabilidade da governação de Sócrates.

Ainda hoje, no último dos debates dos candidatos a candidato, podemos mais uma vez assistir a essa falta de diferenças a par da falta de respeito e consideração que têm um pelo outro. Confesso que em qualquer um dos 3 rounds o regozijo era evidente, não é todos os dias que temos duas das principais figuras do PS a deixar claro o quão “podre” aquilo está e a desferir ataques tão ferozes entre si e aos seus camaradas. Ali não há lugar à diferença de opiniões (ai está tudo unido) o que mais interessa é achincalhar o próximo, dizer mal dos seus e avisar o país de que “matéria humana” se faz aquele partido… é lindo. Quero ver, depois da vitória, qual é que vai ter coragem de dizer “agora sou presidente de todos os socialista e estamos todos unidos” com o mínimo de cara séria e sem proporcionar aquela gargalhada envergonhada em quem o estiver a ver… ou muito me engano, ou vai ser um fartote.

Com isto chegamos à grande e verdadeira diferença. Aquela que para os portugueses conta e que para os portugueses, mesmo para aqueles que assumidamente não gostam, também se torna uma questão mais que evidente. A grande diferença está entre este PS e o PSD ou entre o PS e o nosso Governo. É que num lado há uma história de confronto interno, de saudável e profícuo confronto interno. Com debate de ideias e pontos de vista diferentes. É isso que nos tem distanciado dos outros partidos e nos distingue na qualidade de quadros. O PSD é um partido de pensamento plural e que tem nesse facto o seu maior património. Não se ofende, não se humilha nem demonstra esta ganância… é diferente.

Mas também é diferente este Governo. Governado pelo único deputado, na história da nossa democracia, que ainda em 2009 abdicou da pensão vitalícia a que tinha direito por lei e poupou aos cofres do Estado largos milhares de euros. Um Governo que não escondeu as dificuldades, que enfrentou uma das piores crises da nossa história e que (digam lá o que disserem) nos livrou definitivamente da TROIKA e devolveu a soberania a Portugal. Recuperou um país inteiro e a imagem desse mesmo país lá fora. Um Governo sério, com gente séria e que contrasta com esta demagogia barata do Partido Socialista. Para o PS a fórmula é sempre a mesma: criar riqueza ao mesmo tempo que se aumenta o investimento público, se repõem os cortes, se aumentam as pensões e se atribuem mais compensações – nem é preciso saber muito de matemática para saber onde isto ia dar.

Talvez por isso haja cada vez mais portugueses convictos, mesmos os que não gostam, de que este Governo continua a ser o que tem mais condições para continuar a governar Portugal e que este PM é o melhor que este país já conheceu.

Pedro Brilhante

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