Governo que tira com uma mão o que dá com a outra!

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stamos perante um governo de aumento de despesa e de corte nas receitas. Governo este que apresenta medidas como a reposição dos feriados, a reposição dos salários da função pública, retirada da sobretaxa do imposto sobre o rendimento (IRS), reposição da desigualdade entre o regime laboral da função pública (voltando às 35horas) e do setor privado (onde a regra são as 40horas), aumento do salário mínimo nacional.

 Mas estes benefícios não surgem a custo nulo. Todas estas medidas enunciadas supra vem acompanhadas por um agravamento na carga fiscal dos impostos indiretos como forma de compensação das despesas que por elas serão criadas. Falhando assim este governo na promessa feita de não tocar nos rendimentos das famílias.
Vamos presenciar aumentos de cerca de 0,07€ por litro sobre os produtos petrolíferos. Aumentos nos impostos sobre veículos, nomeadamente os de maior cilindrada, consequentemente os mais poluentes. Imposto este que será pago no ato de aquisição de um automóvel. Também o setor bancário apresentará aumentos nos impostos sobre transações financeiras. E no setor imobiliário presenciaremos o fim das isenções fiscais. No que às empresas diz respeito, o prazo de reporte de prejuízos fiscais passará de 12 anos para os 5 anos iniciais.

 Estas são só algumas das medidas enunciadas no orçamento de 2016. É com estas medidas que conseguiremos diminuir o défice? Estamos perante um orçamento irrealista; um governo que tira mais do que aquilo que promete dar. Quantas vezes mais é preciso cometer os mesmos erros para se mudar de rumo e começar a seguir o caminho certo?

Solange Ferreira

 

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