Eu, “mau aluno”, me confesso!

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ão recentes, as noticias que espelham que as juventudes partidárias cresceram, a militância cresceu. É com alegria que vejo números que apontam para os 108 mil jovens inscritos em Juventudes Partidárias, onde a JSD lidera com destaque com 53 235 filiados – quase metade do total dos jovens inscritos numa jota.

Títulos de jornais como estes entram no ridículo para a descredibilização e desacreditação da política, entram num ciclo vicioso em que em vez de se incentivar os jovens a exercerem uma participação activa no meio e seio político, querem, cada vez mais, que estes evitem esses meios para que no futuro sejamos todo um povo ordeiro, de “carneirinhos” com medo de tudo e todos, com medo de dizer “não”, com receio de enfrentar uma política de austeridade, de se contestar uma maternidade fechada ou um arruamento em atraso, validando sempre as futuras opções governamentais sem se discutir a essência das medidas governamentais.

Este é sem dúvida o caminhar a curtos passos para que a democracia se transforme numa obediência cega de quem está no poder.

Faço parte de uma Juventude Partidária. Sempre o fiz, nunca o escondi, e sempre me orgulhei disso. É, foi e será sempre um orgulho e uma honra poder participar activamente no seio político. O Partido é uma escola de vida, que poderão transpor para a actividade profissional.

Talvez seja altura de se voltar a valorizar a política de forma militante e assumida…

Hoje, e ao ver títulos de jornais como este, só me lembro de olhar para as pautas e ver um “Reprovado com distinção ” à frente do meu nome!

Roberto Francelino

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