Eu “jotinha” me confesso

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ndava eu na escola primária quando à pergunta da professora sobre os livros que líamos, eu respondia que livros nem lia muitos, lia sim jornais. Eram sobretudo jornais locais, à data “O Eco” e “O Correio de Pombal”, e por vezes um ou outro regional e nacional que aparecessem por casa. Os temas que mais me suscitavam interesse eram sobretudo os que relacionavam com a dinâmica concelhia, as pessoas, as instituições, as causas. E um especial interesse e fascínio pelas matérias políticas.

Não sei quando começou este gosto pela política, mas muito cedo me comecei a identificar com o PSD. Talvez por influência familiar, talvez por circunstâncias politicas locais, talvez por participar de quando em vez em iniciativas de campanha. Sei que dizia que “quando fosse grande” queria ser do PSD. Mais tarde, percebi que dentro do partido existia a JSD, e desde essa hora me mostrei interessado em participar, sem saber ao que ia, e sem lá conhecer ninguém. Por volta dos 15 anos (já lá vão 10), tive o primeiro contacto com estrutura, perspetivando que iria ser um militante de base, sem ambição de chegar mais longe. Enganei-me. Quando dei por mim já a JSD era a minha segunda casa, já estava envolvido na estrutura, nas suas decisões mais relevantes e a cada dia que passava mais gosto tinha em lá (cá) estar.

Porque a JSD é uma escola para a vida. É aqui que se fazem grandes amizades, que se encontram pessoas que, tal como nós, querem intervir na sociedade, querem dar a sua opinião, o seu contributo, a sua sugestão, o seu ponto de vista. É aqui que se adquirem ferramentas valiosíssimas para o percurso de vida de cada um: no relacionamento interpessoal, na capacidade de argumentação, no falar em público, na organização da mais restrita reunião, até à iniciativa com 2000 pessoas, na elaboração de uma proposta, na redação dos mais variados documentos, na capacidade de liderança, de interajuda, na capacidade em encontrar grandes soluções a partir de insignificantes recursos. Estas ferramentas são cada vez mais valorizadas no contexto laboral e na sociedade em geral, porque não se aprendem nos livros, adquirem-se no terreno.

Pode parecer fácil, mas não é. Não é, principalmente nos dias de hoje, quando somos rotulados de “jotinhas”, de “tachistas”, de “carreiristas” e de todos os mimos que já nos são familiares. É revoltante! Quando se fazem grandes sacrifícios pessoais, quando a única coisa que se pretende é procurar o melhor para todos, quando as verdadeiras vitórias são aquelas em que a nossa ação muda para melhor (por muito pouco que seja) a nossa terra, o nosso país, a vida de alguém.

E por isso é que mais do que nunca se devem valorizar os jovens que efetivamente querem deixar a sua marca na sociedade, e escolhem a política para o fazer. Nunca foi tão difícil, mas também nunca foi tão necessário.

Por tudo isto, é que desde o passado dia 21 de Novembro assumi a responsabilidade de liderar aquela que nós acreditamos ser a melhor concelhia da JSD do país, a JSD Pombal. Faço-o sobretudo porque tenho comigo uma equipa de seis dezenas de jovens, entre os 14 e os 30 anos, que devem ser um exemplo para todos. Jovens que na sua esmagadora maioria têm percursos escolares e profissionais consolidados e meritosos, jovens que abdicam dos seus tempos livres para discutir política e soluções, jovens que se sacrificam e prescindem dos interesses pessoais em prol do interesse coletivo. É com eles que me propus a ser Presidente da JSD Pombal, porque orgulho-me de cada um deles, porque os jovens pombalenses, portugueses, Pombal e Portugal devem ficar esperançosos quanto ao futuro porque contam com jovens como estes.

 

 

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