Educação: do 8 ao 80

[dropcap size=”500%”]T[/dropcap]erá a infraestrutura de uma escola pública direta relação com a qualidade de ensino da mesma ? Obviamente que a relação pode não ser óbvia aos olhos de todos os cidadãos, no entanto um aluno que esteja numa sala com 15/20 graus, confortável e sem poças de água no chão irá reter muito melhor a lição do que um aluno com 4 camisolas, 3 mantas e um guarda chuva em plena sala de aula que apresenta buracos no tecto e não tem aquecimento.

A verdade é que, em termos de infraestruturas, Portugal apresenta o melhor e o pior. Apresentamos escolas com tecnologia de ponta e escolas do século XIX, onde muitos alunos vêm a sua educação ser prejudicada devido ao meio onde nasceram.

Apesar de já ser discutido no seio do Ministério da Educação uma remodelação a mais de 200 escolas primárias e secundárias, defendo que parte dessa “responsabilidade” deva ser descentralizada para as Autarquias. São estas que mostram a proximidade com os edifícios a serem renovados e, obviamente, o Estado não poderá monitorizar da melhor maneira esta remodelação massiva não estando a sua supervisão descentralizada. A isto ligaríamos uma melhor gestão de recursos á proximidade com que estes problemas seriam tratados.

Por fim, reforço a ideia de que além de a educação ser a base de uma sociedade instruída, não se devem negligenciar os aspetos físicos da questão, visto que uma escola que tenha os melhores professores do país nunca irá providenciar um serviço ao nível das expectativas sem as infraestruturas que uma educação moderna e de qualidade pede. Talvez seja este o rumo que o dinheiro poupado nos contratos de associação prossiga.

Thomas Simões

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