Dicotomia Europeia

Sempre fui da opinião de que cada pessoa / entidade deve assumir os seus erros e suas responsabilidades. Quando erramos temos de parar, deliberar, aprender, reparar e prosseguir. Por isso sou Social Democrata.

Muito se tem falado das recentes declarações de Jeroen Difsselbloem e com elas vem, novamente a dicotomia entre o Norte responsável e saudável em oposição ao Sul inconsciente, irresponsável e gastador.

Foi comemorado este ano, os 60 anos do Tratado da Comissão Económica Europeia. Tratado este que se baseou em valores como a dignidade do ser humano, a liberdade, a igualdade, a SOLIDARIEDADE e , não menos importante, a preservação e desenvolvimento do respeito pela diversidade de culturas e tradições dos povos europeus.

Isto tudo para realçar que, já antes deste tratado, à 64 anos, 20 países, entre os mais prejudicados, a Grécia, a Irlanda e a Espanha, perdoaram mais de 60% da dívida pública Alemã. Portugal perdoou na altura 2,3 mil milhões por indemnizações. O que quer dizer que a Alemanha não assumiu as suas responsabilidades, algo a que a Grécia, Portugal ou qualquer outro país em dificuldades na Europa não foge, este momento.

A crise na Europa começou com a queda da Irlanda, da Grécia e da Espanha, maioria países do sul, que gastam a maior parte do seu dinheiro “em mulheres e álcool” mas que foram os credores a fundo perdido do renascimento e ascensão da Alemanha.

Historicamente e culturalmente os países do sul preferem gastar o seu dinheiro em boémia, os países do norte preferem gastar em conflitos, sejam eles de que natureza. Em que caso será melhor o dinheiro gasto?

Eu prefiro passar um bom bocado desanuviando que andar em guerras.

Nelson Mendes