Congresso do PSD: Histórico, surpreendente… e Pombalense

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ste fim-de-semana foi dominado pelo congresso do maior partido do Governo, o PSD. Um Congresso que tinha tudo para ser morno, chato, sem nada de novo e até de “poucas palavras”. Esperava-se encontrar um PSD desgastado, cansado e com cautela nos discursos. Mas este Congresso foi tudo menos isso, fui tudo menos chato, foi tudo menos morno e no final foi mais que surpreendente… foi histórico! E foi histórico pelas mãos de um grande pombalense: Pedro Pimpão.

Comecemos pelo congresso em si, na substância, no que de novo trouxe para a política portuguesa. Falou-se do papel do estado, de finanças, de saúde – e muito bem na intervenção de Pedro Santana Lopes, onde nem foi muito favorável ao governo – de justiça… mas falou-se também e pela mão da JSD, da reforma do sistema político e da credibilização e responsabilização da acção política. Uma nova perspectiva da participação cívica dos portugueses e uma nova forma de olhar o exercício de funções de cargos públicos, desde a fase da eleição, ao funcionamento dos órgãos, à duração dos mandatos e até à responsabilização dos actos praticados. Um conjunto de medidas que iriam alterar, definitivamente, a nossa forma de olhar para a política e a forma de participação da sociedade nas decisões colectivas e de interesse público. Acreditamos que este é um debate importante e que marcará agenda num futuro muito próximo no nosso país, sendo que a JSD lança desde já, os alicerces e os primeiros contributos para tão importante reforma.

Depois as questões de contexto, não só de alcance mas também de demonstração do que é hoje e do que sempre foi o Partido Social Democrata. Esperava-se um PSD abatido ou desgastado com a difícil governação que leva a cabo, mas o que se viu foi um partido forte, revigorado e há sua imagem: Vivo, Livre, Convicto e Tolerante! Um partido que vê na sua pluralidade de opiniões e nas suas diferenças internas a sua maior força e a sua grande riqueza. Um partido Tolerante e Livre, quer na hora de aplaudir quer na hora de ouvir…seja a crítica, sejam as vozes dissonantes ou os mais rasgados elogios. Um partido convicto no caminho que traçou e esperançado nos resultados que tem obtido, sem euforia mas com grande sentido de responsabilidade. Um partido Vivo e cheio de gente com vontade de construir um Portugal melhor, mais próspero e (sobretudo) sustentável para futuro.

Confesso que não esperava tão grande afluência ao congresso, nem de ver alguns ex-líderes a fazerem questão de estar presentes e a ter de reconhecer a força, a capacidade e a importância deste Primeiro-Ministro. Foi uma grande vitória de Pedro Passos Coelho, mas essa vitória foi-lhe dada pelos militantes de base, pelos simpatizantes e (a cima de tudo) por este grande povo português. Não é normal em tempo de crise, em tempo de sacrifícios e depois de tudo o que passamos, que o maior apoio a um PM em funções venha das bases, venha do povo. É o reconhecimento do grande trabalho feito, da seriedade na condução de todo o processo e o constatar da necessidade das mudanças efectuadas. Hoje os portugueses já sabem reconhecer o porquê de tirem de fazer tantos sacrifícios e sabem também, que é gente séria que têm à frente dos destinos do nosso país. Houve quem comparasse PPC a Sá Carneiro, veremos o que a história contará no final.

Por fim a questão da “Pombalidade” do congresso. Este congresso foi também histórico pela mensagem que os militantes do PSD quiseram dar ao seu partido e a todo o seu país. Histórico pelo resultado que foi único na vida do partido e histórico pelo simbolismo que decorre da votação para o Concelho Nacional. Quem pode dizer, depois disto, que os partidos são máquinas de formatar pensamentos e que todos seguem impreterivelmente o líder da altura, seja qual for a sua decisão?

O que se passou no Coliseu, na votação da manha de domingo foi uma clara demonstração de liberdade de pensamento, de escolha e de maturidade de um partido. Contra todas as perspectivas a lista (dita oficial) apresentada pela liderança do partido ao Conselho Nacional – órgão máximo e mais importante entre Congressos, que reúne trimestralmente e onde são tomadas as principais deliberações e orientações políticas do PSD – não acolheu a grande maioria dos votos do congresso. Esta lista, encabeçada por Miguel Relvas, quase saiu derrotada por uma outra lista concorrente – uma lista geracional ligada à JSD –, situação que não se verificava há muitos e largos anos numa eleição com esta importância. Esta outra lista, que ficou a poucas dezenas de votos de uma vitória ainda mais histórica, era encabeçada por um grande pombalense, o nosso deputado e presidente do PSD/Pombal Pedro Pimpão. Os congressistas de todo o país escolheram dar o seu voto e sentiram-se representados na lista encabeçada pelo nosso companheiro Pedro Pimpão. Algo que apenas se torna possível pelo reconhecimento claro da sua entrega, dedicação e elevação com que se entregou à causa pública. É um reconhecimento pela sua capacidade de trabalho, pela sua honestidade no exercício de funções e pela sua humildade, que o caracteriza enquanto homem. É também um sinal de credibilidade e que o torna hoje uma referência nacional e uma figura importante no PSD e fora dele.Parabéns pela coragem Pimpão!!

Pedro Brilhante

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