Confesso: Eu voto.

[dropcap size=”500%”]C[/dropcap]

omo membro recente na JSD de Pombal e como recente licenciada em Serviço Social, considero dia 24 um dia importante para todos os portugueses, uma vez que as eleições presidenciais são um marco de grande relevo. Por este motivo, irei falar do dever ao voto, pois sei que é um assunto já muito referido, mas continua a ser de grande relevância. A minha formação, profissional e pessoal, fez-me compreender que temos de cumprir os nossos deveres para vermos cumpridos os nossos direitos.

Como cidadãos, todos temos direitos e deveres. Se queremos ver os nossos direitos defendidos temos de exercer o nosso dever ao voto, porque só assim podemos reprovar as leis que estão a ser impostas durante esse mandato. Só o dever de cidadão nos pode permitir vermos respeitados os nossos direitos.

Todos temos as nossas razões e os nossos motivos, que podem justificar a nossa ausência nas mesas de voto, mas por mais relevantes que sejam, são apenas cinco minutos para cumprir o nosso dever. Estes meros cinco minutos podem fazer a diferença durante cinco anos, anos esses que permitem muitas transformações, grande parte delas drásticas para a população e mais tarde esses cinco minutos podem ser muito importantes para si.

Tantos anos lutámos para que o direito ao voto fosse universal, direito esse que está esquecido para um grande número de habitantes portugueses. Sei que para muitos dos eleitores é uma forma de contestação. Já mais aceito como tal, e não considero essa forma válida, uma vez que existem outras formas de contestação e que permitem votar.

Independentemente de pertencer ou não a um partido político, ou de ter alguma preferência política, deverá sempre recorrer a uma mesa de voto e demonstrar a sua preferência por algum candidato, ou até mesmo por nenhum. Só assim é que pode criticar ou contestar, porque cumpriu o seu dever como eleitor.

Pretendo simplesmente alertar para a importância que cada um tem na sociedade ao exercer os seus deveres, demonstrando que só assim é que podem ver os seus direitos cumpridos.


Filipa Santos

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *