Carta ao Pai Natal

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 época natalícia está aberta. Há correrias ao shopping mais próximo, há presentes para os amigos secretos, há greve nos transportes (desconvocada no entretanto) e depois também há reuniões em Bruxelas e uma meta para atingir nomeadamente, a do défice.

Mas entre este vai e vem de acontecimentos e afazeres há uma coisa que não me posso esquecer, escrever a carta ao Pai Natal:

Querido Pai Natal,

Este ano portámo-nos bem, por isso quero pedir-te que deixes no sapatinho português um défice abaixo dos 3% do PIB e, se não for pedir muito (porque sei que és amigão), também nos podes emprestar o teu poder?

Dinheiro e Poder

A dupla que todos querem, eu sei (até já deves estar saturado de ler este pedido). Deixo então cair o poder porque hoje só preciso mesmo de acreditar no meu Governo. Preciso crer que este quer que Portugal cresça sem lesões, uma vez que os anti-inflamatórios saem caro.

Dar… Dar… Dar… Impostos não! Parece-te o slogan de uma campanha qualquer? Mas só se for de um conto para adormecer porque na vida real temos que pagar e a decoração deste Natal já a conhecemos – tons rosa com mesclas encarnadas – mas como de costume, a decoração só deve permanecer para além desta quadra se for capaz de fazer magia e brilhar, mesmo que esta magia esteja em minoria.

És capaz de ajudar?

Agora que a carta está alinhavada, onde está o Dr. António Costa que prometeu “eliminar integralmente a sobretaxa do IRS para todos”? e onde está o “não grande defensor” da isenção das portagens nas autoestradas perante a pressão dos seus parceiros estratégicos (PCP e BE) para a abolição das portagens na Via do Infante? Qual a margem de manobra que um Primeiro Ministro tem perante um acordo ainda acordado?

As respostas não tardarão.

Susana Santos

 

 

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