Carta aberta aos doentes por laranjas e viciados em “aldrabice”

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pesar de já me ter habituado, sempre me deixou perplexo este facto estranho de haver sempre uns quantos personagens que se propõem mostrar (de forma bem vincada) que não só não sabem nada do que estão a dizer, como ainda acham que alterar “um pontinho aqui” e ignorar “um dadozito acolá” é coisa absolutamente normal e digna de gente com “coluna vertebral” – como eles gostam de dizer. Pois meus caros, lamento informar, mas não é! E toda a gente topa. Não apenas a aldrabice que estão a tentar impingir, como o cheiro intenso a “ressabiadice” que está para os vossos escritos como o caril para os restaurantes indianos.

Mas a minha intenção – fique claro – não é “malhar” por “malhar”. Isso é coisa de quem se sente inferior e lá cresce um pouquinho quando diz mal dos outros – é um prazer que não me dá prazer nenhum. A intenção é pedagógica e de ajuda: é que estão a perder tempo e a viver sobre uma nébula de ódio e rancor que nada ajuda à vossa felicidade – no fundo ao vosso “conseguimento”. Não só porque não vale a pena, as pessoas que “perseguem” não vos dedicam a mesma atenção e por isso “não vos merecem”. Mas também porque se vivem obcecados com o nosso mal-estar – mesmo quando não nos conhecemos de lado nenhum – nunca vão poder dar atenção a outras pessoas que, com certeza, vos dariam muito mais relevância e vos fariam muito mais felizes. É a minha opinião, mas vale o que vale.

Se bem que entendo quando – e aqui falamos obviamente dos obcecados por laranjas – as idades se aproximam e pode haver uma maior atracção ou encantamento por essa via, a mesma compreensão não a tenho para os mais graúdos, alguns até já de cabelo branco. Sendo que são mesmo estes os que mais recorrem às obscenidades não só na abordagem como na descrição que fazem da laranja. Quer da laranja em si, quer do cesto das laranjas onde esta se encontra. Ora não tendo nenhum destes real conhecimento quer do que é ser laranja – porque nunca o foram – quer do cesto das mesmas – porque nunca estiveram lá perto sequer – como podem dizer o que dizem? … rotular como rotulam? … destilar considerações e dedicar-lhes tanto tempo a julgar que ninguém vai perceber a vossa obsessão? Ou sequer considerar que o fazem de forma livre e descomprometida e cheios de valores? Como é evidente ninguém vai. Todos percebem e continuarem, vocês, a não perceber isso é (e aqui sim) uma verdadeira palermice.

Toda a gente vê, se não vos dizem é porque falta sinceridade à vossa volta ou só se dão com pessoas com a mesma patologia – o que vem reforçar o valor do conselho em cima. Nós no “laranjal” continuaremos a lutar por causas que nos beneficiem a todos e em que também vocês estão incluídos. E é com todo o gosto e orgulho que o fazemos. Larguem o vício, abram os olhos e sejam felizes.

Um abraço a todos sem excepção.

Pedro Brilhante

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