Brevíssima História da política contemporânea portuguesa…com recurso a clássicos

[dropcap size=”500%”]P[/dropcap]assamos uma boa parte do nosso tempo a arranjar palavras para descrever um variado número de situações quotidianas nas mais diversas áreas.

Palavras que servem para descrever emoções, passar mensagens ou transmitir conhecimento.

Mas temos na nossa História, um conjunto enorme de personalidades que, no seu tempo, escreveram ou disseram coisas que se transformaram em ensinamentos, lições e, porque não, em clássicos.

Situemo-nos agora no nosso tempo, foquemo-nos na actual situação política nacional e utilizemos algumas palavras clássicas.

É, sem dúvida, um exercício curioso e um desafio entusiasmante.

Comecemos por Tácito, um político romano, que foi também historiador. Disse então Tácito: “Quando se dissipa o património com loucuras, procura-se restaurá-lo com culpas.”.

Passemos aos nossos dias e ao desagregado Partido Socialista. Quando em 2011, a governação de José Sócrates ajudou a destruir a economia, as finanças públicas, o tecido social e a credibilidade externa do país, foi preciso ter um Governo forte para que, nos 4 anos seguintes se restabelecesse aquilo que tinha sido desbaratado pelo PS. Não foi fácil, foi um caminho duro para todos, mas corrigiu-se a trajectória.

Contudo, em 2015, após ter perdido as eleições, António Costa decide aliar-se com a esquerda mais radical e formar uma maioria negativa que derrubou um Governo legitimamente eleito.

Formaram algo parecido com um Governo também, dizem. Apressaram-se a desfazer uma série de coisas só porque sim e comprometeram-se com muito, sem terem garantias de nada.

Eles, que desbarataram os recursos no passado, tentam agora restaurá-los com culpa. Mas, como desenvergonhados que são, não reconhecem a sua incompetência do passado e preferem culpar quem tirou Portugal do fosso que nos legaram.

Mas, continuemos. Abraham Lincoln, carismático Presidente dos EUA escreveu um dia: “Ninguém é suficientemente competente para governar outra pessoa sem o seu consentimento.”.

Pois, ninguém. Mas isso, no Portugal democrático, era até ter aparecido António Costa, que sem o consentimento do povo, que quando votou o enviou para a oposição, decidiu ainda assim, governar sem o consentimento popular. Ninguém é assim tão competente, aliás como já se começou a comprovar nos mais recentes exercícios do dito “governo” socialista de tiques de Frente Popular e populista.

Terminarei, ainda na senda dos clássicos, com uma pequena e singela homenagem a um jovem pombalense que foi recentemente eleito Presidente da Distrital de Leiria da JSD.

Renato Guardado é, para além de um activo político valioso e promissor, também arquitecto de profissão.

Pois bem, não ficaria tranquilo se não usasse uma frase clássica de um dos maiores arquitectos do século XX, que era também escritor, Frank Lloyd Wright. Escreveu Wright: “O presente é a sombra que se move separando o ontem do amanhã. Nela repousa a esperança.”.

Atendendo à sombra que nos governa actualmente, nunca estas palavras fizeram tanto sentido em Portugal, mas também nunca uniram tanto aqueles que mais do que Política, preferem a Ética, mais do que a Ética preferem a Justiça e mais do que a Justiça preferem a Esperança. A Esperança que retire da sombra, este Portugal que tanto amamos.

Felizmente, a sombra socialista que separa o passado do amanhã não está sozinha.

O PSD repousa nessa sombra.

O PSD é a esperança. A JSD a sua força.

Fernando Silva

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