Apetece-me dizer: Temos um grande Governo e temos um Grande Primeiro-Ministro!

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u sei que não o devo dizer, que é contra corrente, que fica mal, que o mais provável é ouvir um ou dois insultos daqueles bem construídos e sem rodeios, bem do nível crítico de quem os diz e escreve, mas hoje sinto mesmo que tenho de o dizer: temos um Grande Governo e temos um Grande Primeiro Ministro!

E não, não é apenas pela notícia que dá hoje conta que Portugal saiu definitivamente da recessão. Isso não é mais do que um pequeno (muito pequeno) resultado e um bom sinal, de que estamos a trilhar o rumo certo e que mais uma vez o descrédito vai direitinho para quem andou, meses a fio, a aclamar uma tal de “espiral” que nunca mais chegou.

Hoje quero falar de princípio, de dever, de frontalidade e coragem. Quero falar de estratégia, de um projecto e de verdadeiro sentido de estado. Quero falar do Governo, do Governo de Portugal e do nosso Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho.

Dizer, em primeiro lugar que este é talvez o primeiro, Primeiro Ministro, com uma ideia bem definida e um Governo com uma linha bem traçada sobre o que considera ser importante para o futuro do nosso País: reduzir o tamanho do estado, torna-lo mais sustentável e eficiente e deixar as empresas a e economia respirarem e desenvolver-se sem que estas fiquem reféns dos muitos impostos que têm que despender para sustentar a pesada máquina do estado. Goste-se mais, ou goste-se menos, este é um rumo que foi definido e do qual o Governo não se desvia.

É também importante perceber que por mais indignado que cada um possa hoje estar, com a crise, com os cortes…etc… há alguns factores que todos temos de reconhecer a bem da honestidade intelectual de cada um de nós:

1º) É que os sacrifícios que hoje passamos não se devem ao “hoje”, devem-se ao “ontem” e ao “antes de ontem”. Portanto não foi este Governo que nos trouxe até aqui, nem sequer, foi este Governo que negociou as medidas mais fortes que nos asseguram a saída “d’aqui”.

2º) Ninguém estaria, com certeza, a imaginar que se passaria por um programa de ajustamento sem fazer grandes (grandes grandes!) sacrifícios e sem que nada mudasse nas vidas de todos nós.

Ora é exactamente de uma grande mudança que estamos a falar. Falamos das grandes reformas estruturais, que o país e os vários governos (antes deste) sempre disseram ser necessárias: do sistema laboral fechado e castrador à contratação de mais quadros, da reforma do sistema de saúde que hoje gasta menos e atende mais utentes, da reforma do sistema de pensões que já vimos que não serve e não vai chegar para todos, da reforma da educação tão necessária pela natural alteração demográfica e pelo aparelho insustentável que foi criado à sua volta… falamos do que está feito e do que ainda há para fazer, mas falamos da nova forma de o fazer, com frontalidade, com muita coragem e do grande sentido de estado que é empregue a cada acção que é levada a cabo, sempre com a ideia de sustentabilidade para futuro (para que os nosso filhos não voltem a passar pelo que hoje passamos).

Falamos de um Governo e de um Primeiro Ministro sem medo de negociar, mas sem medo de dizer o que pensa. Sem medo de assumir o rumo que quer e de que não abdica, a bem do que considera ser o interesse do País. De um Primeiro Ministro que sabia que o mais fácil era fazer como toda a oposição sempre disse e pedir mais tempo, mas que também sabia que mais tempo significaria sempre mais sacrifícios. De um Primeiro Ministro que podia atirar as culpas para a Troika, dizer “Não pagamos” e não assumir as suas responsabilidades. Mas assumiu-as sempre, tomou sempre as medidas que tinha de tomar, mesmo as mais difíceis, não se acobardou onde outros se acobardaram e talvez por isso, o amanha possa ser mais bem gratificante do que alguns ainda possam pensar.

A verdade é que não foi este Governo que nos colocou neste buraco, mas é com este Governo que vamos sair dele, resta saber se com programa cautelar ou sem programa cautelar. Sendo que a história um dia saberá contar o que verdadeiramente se passou e saberá reconhecer o que de importante se construiu, sendo que será interessante também perceber o que dirá daqueles que, nesta altura tão importante, só se preocuparam em tentar destruir.

Pedro Brilhante

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