A vida Costa

[dropcap size=”500%”]N[/dropcap]a ressaca de um período atribulado de ajustamento económico, que traz consigo alguns problemas sociais e a consequente contestação ao Governo, aliadoà aparente ineficaz oposição de António José Seguro, António Costa viu a oportunidade de consumar o auge da sua carreira política. Tomou de assalto o poder do Partido Socialista a um ano das eleições legislativas, com boas perspectivas de as vir a ganhar confortavelmente

 Nesse ano muito mudou. A tendência para os indicadores económicos e sociais melhorar, acentuou-se, José Sócrates foi detido, e a prestação de António Costa deixava a desejar. Na campanha para as eleições, Costa deu o tudo por tudo, adoptando um discurso incoerente, na esperança de angariar votos nos vários segmentos do eleitorado. Não foi isso que aconteceu e o Costa teve uma derrota humilhante, dadas as circunstâncias da mesma. Mas primeiro que os interesse do país, estava a sua carreira política. Engendrou então uma rota de negociações que lhe possibilitasse chegar a Primeiro Ministro, salvando assim a sua carreira. Tendo agora chegado ao poder, implementou as medidas populistas que havia prometido em campanha e as condições que acordou com os parceiros de parlamento. Nesta equação, também o interesse nacional não entra.
Vê-se agora que a carga fiscal não foi reduzida e mais cedo ou mais tarde vai ser superior à dos passados anos, as taxas de juro dá dívida nacional dispararam e, afinal, não basta a estratégia de Quantative Easing de Mario Draghi, para elas serem baixas e o investimento externo, essencial à criação de emprego e de riqueza, também abrandou. Mas para Costa, o único indicadore que conta é a percentagem de votos que as sondagens lhe conferem numas hipotéticas eleições legislativas. António Costa tem assim a árdua tarefa de lidar com a pressão de Bruxelas, as exigências dos seus parceiros, e os ataques da oposição, tentando inflacionar a sua popularidade junto do eleitorado, para que possa até ter a alternativa de ele próprio provocar a queda do governo, quando vislumbrar boas perspectivas de ser eleito (e não reeleito) nas urnas.
Tudo isto seria muito interessante de acompanhar se não fosse feito à custa do interesses do país. Na minha óptica, e citando o incontornável PCTP-MRPP, Costa é efetivamente um traidor da pátria. Pátria essa que não hesita em prejudicar, para puro interesse próprio. A vida Costa, vai costar muito ao portugueses. E justiça lhe será feita. O problema são os malefícios à prosperidade do país que entretanto serão feitos.

Alexandre Ponte

 

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