A necessidade de criar

[dropcap size=”500%”]T[/dropcap]enho assistido a um interesse crescente por parte dos jovens, mas também do público em geral, pela temática da inovação e empreendedorismo. O desejo de ter a “next billion dollar idea”, isto deve-se não só ao facto de o futuro ser como todos sabemos uma incógnita, mas numa certa medida pelo facto deste tema cada vez mais gerar “aficionados”, que costumam dizer que “quando se cria dentro de nós o bichinho do empreendedorismo inovador, é para sempre”. O fascínio pela criação das nossas próprias ideias e com isso satisfazer necessidades, solucionar problemas, estar sempre a criar, desenvolver e juntar isto tudo ao facto de podermos viver das nossas ideias, sermos reconhecidos, ajudar as pessoas, ou seja, sentirmo-nos uteis é no mínimo empolgante.


Normalmente pensamos que as ideias de negócio só os “iluminados deste mundo” é que as têm, que é impossível nós “comuns mortais” as termos, mas não. Um dos erros que certamente todos já cometemos, quer seja num trabalho académico/escolar, ou noutros casos, é esquecer ou simplesmente não ter conhecimento, de como nasce a ideia de negócio. Na grande maioria dos casos a ideia de negócio surge simples e concisamente, das necessidades e problemas das pessoas, um breve exemplo é o da Science4you, em que Miguel Pina Marins (CEO), observou que existia uma lacuna na oferta no mercado dos brinquedos, não existia brinquedos didáticos (os prediletos dos pais) e que fossem ao mesmo tempo divertidos, fácil, não é? Não, mas também não é assim tão difícil como pensamos.

E depois de termos a ideia o que fazer?

Pode não parecer, mas é aqui que começa o grande desafio. A criação do modelo de negócios (de realçar que na grande maioria dos casos não é cumprido na totalidade e que existem vários modelos), onde vamos segmentar o mercado, explicar a proposta de valor do nosso produto ou serviço, definir os canais de distribuição, esclarecer como nos vamos relacionar com os clientes, determinar o valor que o consumidor estará disposto a pagar, delinear os recursos chave, atividades chave, parceiros e custos. Posteriormente deve efetuar-se o teste de conceito, através de questionários, de demonstrações, entre outras formas de testar o produto ou serviço. Acaba aqui? Não, mas já conseguimos ter uma visão considerável se o produto ou serviço irá ter sucesso ou não.

Para finalizar de realçar que um dos pontos chaves no mundo profissional é a paixão, e quando se trata de vender é fulcral.

Miguel Ferreira

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