A “memória curta” é o pior dos nossos defeitos e o melhor amigo dos Socialistas.

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á sei: são todos iguais! São todos gatunos! Tachistas! Roubam as pessoas! Não têm respeito por quem descontou e trabalhou uma vida toda… já ouvi isto tudo, vezes sem conta e sempre (sempre) em cenários diferentes. É daquelas coisas que já não é opinião, é doutrina. A doutrina de quem está pouco interessado em saber mais, doutrina do desleixo e de quem não quer saber, doutrina de quem julga os outros por si próprio e doutrina de todos quantos não têm qualquer problema em mostrar que o que querem é ser enganados, que lhes prometam coisas boas, que lhes retirem responsabilidades e lhes atribuam cada vez mais benefícios. Querem tudo para hoje, como se o ontem nunca tivesse existido. É, verdadeiramente, esta a “fome” que nos mata, é esta a “sede” que nos desvia… é esta falta de memória colectiva que nos coloca sistemática e repetidamente no mau caminho.

Sejamos razoáveis: alguém (com o mínimo de bom senso) consegue acreditar nas palavras e nas promessas de António José Seguro? Chega a ser anedótico, quer na postura quer na previsibilidade – quando baixa diz que vai subir, quando sobe diz que vai descer… limpinho. Alguém que viveu na sombra de José Sócrates, que viu de perto e apoiou a sua política de despesismo (a mesma politica que nos levou à “banca rota”) pode hoje ser o principal candidato a Primeiro-Ministro estando à frente nas sondagens? Como é possível?

Consegue alguém conceber que o pior deputado europeu da história do nosso país (o que mais faltou e o que nada produziu) seja hoje o principal candidato a vencer as eleições europeias? Francisco Assis, para além de ter sido líder parlamentar do PS nos governos de António Guterres e José Sócrates, foi enquanto deputado europeu o menos produtivo e o que menos vezes apareceu no seu local de trabalho. É alguém que está ligado ao despesismo e à irresponsabilidade dos governos de Sócrates (sendo o seu primeiro defensor) e o político que pior imagem deixou dos portugueses na Europa. E é este o melhor homem do PS para ser cabeça de lista? Como é possível?

Pois bem, a verdade, é que tudo isto não é apenas possível… é real! E tudo porque somos péssimos no que toca à memória. Temos memória curta e rapidamente nos esquecemos de como chegamos a este estado e de quem nos colocou nele. Temos memória curta porque nos esquecemos do que andaram a fazer aqueles que hoje se apresentam novamente a liderar os projectos. Temos memória curta porque queremos tudo para hoje e se hoje não está bom, não interessa como estava há 2 anos atrás (mesmo que tivesse muito pior). Temos memória curta porque queremos viver o hoje e vivemos obcecados com fórmulas milagrosas que “queimem gorduras sem esforço”. Por isso admitimos estes cenários e nos revoltamos sempre “contra” e poucas são as vezes que nos mobilizamos a “favor”.

O PS de hoje promete o mesmo que prometia o PS de Sócrates. As promessas do PS de hoje são as mesmas que nos levaram em 77, em 83 (por Mário Soares) e em 2011 (por José Sócrates) a chamar o FMI e a infringir sacrifícios aos Portugueses. O PS de hoje não tem vergonha em apresentar candidatos que envergonharam o nosso país e que representaram mal Portugal além-fronteiras. Este PS perdeu a vergonha e não tem vergonha de vir tentar (de novo) estragar o que os outros andaram a construir e que começa agora a mostrar bons resultados estatísticos.

O que temos de escolher, não apenas no dia 25 (para as eleições europeias) mas continuadamente e daqui para a frente, é que tipo de mensagem queremos passar para os nossos políticos e o que verdadeiramente queremos construir para o nosso futuro em sociedade. É a escolha entre quem nos levou à “banca rota” e nos empurrou para um pedido de ajuda externa e quem nos tirou dela e restaurou a nossa soberania, com a saída da Troika do nosso país e com a recuperação da credibilidade do nosso Estado. É a escolha entre voltar ao passado ou continuar a caminhar, passo a passo, para um futuro sustentável, que não nos deixe voltar (nunca mais) a esta situação em que os socialistas nos colocaram.

Queremos mesmo voltar ao passado? Eu digo já que não!

Pedro Brilhante

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