A JS em Pombal (Infelizmente) mantém a linha e só muda a “maquilhagem”

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uem me conhece sabe que não perco muito tempo a falar dos outros. Acho que cada partido deve andar por si e cumprir o seu propósito – defender uma visão e tentar que todos se unam em torno desse seu projecto governativo. Mas infelizmente parece haver coisas que não mudam e na última sessão do CMJ tivemos a clara prova disso. A JS em Pombal é uma força de protesto e uma estrutura de contra poder, não vem (nem quer vir) acrescentar absolutamente nada ao debate. O que faz é sempre em retaliação e o que tenta propor (das duas vezes que o fez) ou é algo que já se propôs há muito tempo pela JSD ou mesmo por Associações do concelho como a ADEPES – caso do alargamento do horário de funcionamento da biblioteca em altura de exames – ou tem a clara intenção de simplesmente aparecer e dar a ideia de estrutura pensante – como é o caso do concurso “Pombal Empreendedor” em que para além de confundirem o papel da CM com o papel de uma Incubadora de Empresas ou de uma Universidade o fazem de forma desleixada, apressada e claramente para dar ideia de que se fez qualquer coisa.

Sejamos muito claros neste aspecto: a apresentação de propostas é uma coisa séria, que requer estudo, muita discussão e absoluto conhecimento da realidade – não só da realidade onde se quer implementar a medida, mas da realidade em si, não pode ser qualquer coisa porque me lembrei “ontem” ou porque vi noutro sítio e achei giro (mesmo que não tenha qualquer aplicabilidade). Porque também aqui se joga muito da credibilidade das juventudes partidárias. A JSD há já longos anos que tem percorrido um caminho de responsabilidade e responsabilização da sua acção política. A nossa política é apresentar propostas, mas propostas com sentido, com objectivo, bem estruturadas, absolutamente fundamentadas, internamente debatidas e de reconhecido valor para Pombal e para os Pombalenses. Já o fazemos há muito, mas sempre o fizemos com respeito pela realidade, mas mais… sempre o fizemos porque acreditamos que possam vir mesmo a tornar-se realidade, que possam mesmo ser executadas e que trarão de facto melhorias para a nossa população – chama-se responsabilidade na acção política.

Não gosto, por isso, de ver estas “tristes manobras” de promoção que apenas visam mostras que se está a fazer ou que se propõe alguma coisa. Não gosto de ver este tipo de encenações que apenas visam a confusão, quando têm como único objectivo mostrar que se preocupam com uma temática, que até propõe uma coisinha e que o executivo ou os outros malandros de “laranja” é que não querem. A proposta foi feita para ser chumbada e para se vir reclamar que foi chumbada. Já vimos este tipo de actuação antes, mas com o PS como protagonista, quando apresentaram a proposta do “cheque bebé” – em que se oferecia 200€ a quem tivesse um filho em Pombal –, mas quem é que (no seu perfeito juízo) iria tomar a decisão de ter um filho por 200€?? É claro que é uma proposta para ser chumbada, mas também é claro que foi apresentada para isso mesmo e para depois poderem dizer que foram os primeiros a preocuparem-se com a natalidade.

Mas este comportamento não é novo na JS. Esta vontade de criar confusão ou de alarmar simplesmente sempre esteve na sua composição, o objectivo é sempre o dizer mal ou gerar alguma confusão em torno de qualquer assunto. Olhemos para a história: no tempo em que o João Coelho foi eleito presidente da JS (ou secretário coordenado, como eles lhe chamam) a primeira coisa que fez foi espalhar tarjas negras (feitas com sacos do lixo de plástico negro) por toda a cidade com perguntas do género: Política de educação? Política cultural? Política desportiva? Ora depois deste criativo exercício de “chamar a atenção”, em resposta à pergunta do jornalista, o secretário coordenador declarou que não queria dizer nada em concreto, apenas alertar as “mentes”. E mesmo depois de lhe ser novamente perguntado sobre o seu pensamento acerca das mesmas perguntas que espalhou pela cidade, a resposta foi (como era, aliás, evidente) “não temos resposta” é só para por a malta a pensar… hum, assim é fácil. Mais uma vez o que conta é o “circo”, não é o bem comum ou a apresentação de alternativas credíveis.

Mas voltemos ao tempo actual. Não posso enquanto presidente da JSD, mas sobretudo enquanto verdadeiro crente na acção política e verdadeiro defensor da vinda/aproximação dos jovens à política, de admitir que este tipo de actuação volte a estragar ou volte a por em causa o valor e a importância do trabalho de algumas das juventudes partidárias. E aqui falo de todas e não apenas da JSD. Somos todos importantes, mas temos todos de ser responsáveis, não podem vir uns destruir o que os outros demoraram tanto tempo a construir. Não é admissível.

Apresentar um “regulamento de participação” (já de si muito incompleto e nada rigoroso) como um Regulamento de Concurso é já por si um ataque à credibilidade, mas apresentar este mesmo regulamento em AM dizendo que é um esboço de proposta e depois apresentar o mesmo documento, sem qualquer alteração ou acrescento, em CMJ dizendo que se tratar (enfim) da proposta final é uma brincadeira de mau gosto. É não levar a sua própria actuação a sério.

Este tipo de actuação não define as juventudes partidárias e muito menos a JSD. Não nos revemos nisto. Espero, sinceramente, que a JS corrija o rumo e que se torne de vez uma estrutura construtiva (verdadeiramente construtiva). Queremos um debate de ideias sério, que beneficie a todos – um pensamento único e a falta de alternativas não favorece ninguém. Mas é preciso que se apresente ideias sólidas, com real viabilidade e com vista a serem de facto implementadas.

Ficaremos ansiosamente e de braços abertos, à espera desse dia.

Pedro Brilhante

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