A inquestionável Nomeação de Guterres

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mandato de Secretário-Geral das Nações Unidas de Ban Ki-moon está a chegar ao fim, e estamos a pouco tempo de nomear o seu sucessor.
A semana passada assistimos ao resultado da quarta e última votação para o novo sucessor de Ban Ki-moon, e pudemos observar que o favorito tem sido “o nosso” António Guterres.


Apesar das quatro vitórias sucessivas, Guterres para ser nomeado precisa ainda de ser aprovado pela Assembleia Geral da ONU, e tem que ser escolhido pelo órgão máximo desta organização, o Conselho de Segurança, tendo como tomada de decisão os 5 estados mais importantes da fundação da ONU: a Rússia, a China, os Estados Unidos da América, o Reino Unido e a França.

O próximo “moderador do mundo” (palavras previstas pelo antigo Presidente Norte-Americano, Franklin D. Roosevelt), vai ter que lidar com vários problemas que estão neste momento a afectar o mundo, nomeadamente, o conflito armado na Síria, a questão dos refugiados, da qual Guterres tem uma vasta experiência, a grande Crise Económica da Venezuela, a questão humanitária do Sudão do Sul, a epidemia do Ébola, etc.

A questão do próximo Secretário-Geral das Nações Unidas ser um português, é algo muito importante para o nosso país a nível diplomático, até porque, para exercer uma posição destas, é necessário ter uma vasta experiência a nível de política externa e diplomacia, experiência essa da qual Guterres conseguiu obter não só como Primeiro-Ministro de Portugal, mas também como Presidente da Internacional Socialista, Presidente do Conselho Europeu e Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.

Com o apoio do governo português e as quatro vitórias sucessivas, a nomeação de Guterres torna-se cada vez mais certa, e se isto acontecer, será o quinto europeu a chefiar esta organização, e irá ser mais um português a ter um cargo de grande relevância dentro da organização, a seguir a Diogo Freitas do Amaral, antigo Vice Primeiro-Ministro português, que desempenhou as funções de Presidente da Assembleia Geral da ONU entre 1995 e 1996 e Jorge Sampaio, antigo Presidente da República, que é atualmente Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

João Cerejo dos Santos

 

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