A Europa que nos vendem, a que temos e a que queremos

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stamos em altura de apresentação dos candidatos às europeias, com novidades como Marinho Pinto e algumas não-novidades como a união divisionista da esquerda. O que também não será é pouca importância dada à Europa nesta campanha para as eleições europeias.

E também confesso que não é este texto que irá trazer propostas brilhantes para a União Europeia, nem é esse o meu objectivo. Mas se é altura para falar de Europa, falemos de Europa.

Mas de que Europa devemos falar? Da Europa de liberdade que nos vendem? Uma Europa de livre circulação de pessoas e bens, sem restrições, sem taxas aduaneiras. Uma Europa que permite uma verdadeira economia livre e de mercado e uma grande liberdade para os seus cidadãos. Uma Europa que deveria ser cada vez maior, eliminando as restrições em áreas cada vez mais alargadas do globo.

Ou devemos antes falar da Europa socialista que temos? Uma Europa que leva as decisões políticas para milhares de quilómetros de distância dos cidadãos, que põe o poder nas mãos de decisores que apenas uma pequena minoria dos cidadãos conhece. Uma Europa com uma economia dirigida centralmente, que decide que estímulos dar a cada país para produzir aquilo que as cabeças pensantes de Bruxelas acham que deve produzir. Uma Europa que até sobre sanitas legisla. Uma Europa que promove a política de subsídios e de investimento público, que até é melhor aceite pelos eleitores porque “não é dinheiro do Estado, são fundos comunitários”, como se os fundos comunitários fossem dinheiro privado ou que cai do céu.

Sobre que Europa é suposto falar não sei ao certo, mas sei qual delas quero. E vocês?

Nuno Carrasqueira

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