A confiança em números

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ntem foi mais um dia em que Portugal foi ao mercado. Como já era de esperar as taxas de juro subiram, o que faz com que Portugal tenha que pagar juros mais altos.
Apesar de Portugal ter colocado quatro mil milhões de euros de dívida pública a 10 anos no leilão de Obrigações de Tesouro (o dobro do valor colocado em outubro de 2015), fê-lo com uma taxa de juro superior àquela que tinha sido utilizada na última ida ao mercado.

Por muito insignificativo que seja o aumento da taxa de juro, é sempre prejudicial para Portugal porque está a financiar-se a um valor mais alto, o que fará com que no final tenha que pagar mais.
Muito sinceramente, penso que este aumento da taxa de juro não é surpreendente tendo em conta a instabilidade política que se viveu nos últimos tempos. Infelizmente, acredito que muito provavelmente a tendência das taxas de juro será para subir nas próximas idas ao mercado.
Confiança, que é um ativo essencial, era o slogan da campanha de António Costa, mas na realidade o Primeiro-Ministro não está a conseguir a confiança dos mercados, porque está refém de negociações constantes com o PCP e com o BE e, por consequência, com a CGTP.

Ivone Pascoal

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