A Carta de Portugal ao Leme

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oje, senti-me na obrigação de escrever acerca do mar e de trazer para a discussão o nosso incomensurável património natural. Afinal, Portugal é o meu país e é riquíssimo. Será, talvez, unânime a crença de que o mar define-nos enquanto Povo Lusitano.

Outrora, olhámos para o mar e vimos uma oportunidade, vimos um caminho para crescer que, apesar do medo, conseguimos trilhá-lo vitoriosamente.

Esta imensa “mancha” azul tem sido continuamente encarada como um dos vectores fundamentais na geoestratégia nacional para o desenvolvimento de Portugal, nomeadamente, para a economia. Cerca de 90 % do comércio mundial é efectuado por via marítima e, nas nossas águas, passa mais de 50 % do comércio externo da União Europeia. O nosso pequeno grande país tem uma área territorial de cerca de 91.763 Km2 porém, possui a 11ª maior área mundial de águas jurisdicionais com mais de 1.720.000 km2. É, por isso, de extrema relevância protegermos o nosso mar.

O mar português está, para além do tráfego comercial, na rota da ciência, da pesca e do turismo, por exemplo.

Amo o mar, mas na medida em que o amo, também o respeito. Desde sempre, observei o mar, e sim, é brutalmente lindo, mais calmo ou enfurecido tem, sobre mim, um efeito tranquilizante e sedutor, até.

Nas últimas semanas, têm-nos chegado notícias do avanço das águas do mar, responsável pela destruição da nossa costa e por prejuízos avultados. Todos ficam admirados com este avanço das águas, com as ondas gigantes, com as praias que encolhem e fazem-se “excursões” até às zonas afectadas para ver os estragos ou somente o que resta do que foi a praia. Questiono-me se não terá o mar razão para estar furioso e querer readquirir o que já fora seu. No entanto, é importante que se faça algo para proteger não só o ambiente mas a população e, no fundo, a economia nacional. Se há algo que se possa fazer em virtude deste problema, gostaria que as soluções fossem sustentadas e pensadas a longo-prazo. Mas, não menos importante, é a consciencialização das pessoas para a preservação do nosso território.

Aloha

Susana Santos

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