12º Ano e depois?

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sta é a pergunta que milhares de jovens tentam dar resposta depois de terminar o 12º ano, pois não sabem o que irão e fazer no seu futuro. A crise que o país está a atravessar afeta todos os setores profissionais não havendo trabalho, e o medo destes jovens em tirarem um curso e ficarem desempregados é muito grande agregado á possibilidade de ter que emigrar há procura de trabalho na sua área ou não.

Portugal é considerado o terceiro país pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Economico (OCDE) com a taxa de desemprego, em todas as faixas etárias, mais elevada, sendo que, em 2014 cerca de 35,4% da população ativa em Portugal com idades compreendidas entre 15 e 24 anos não tem emprego. Esta percentagem apesar de estar a descer ao longo dos últimos anos, talvez por causa da emigração destes jovens, não deixa de ser preocupante e de causar constrangimentos aos alunos que gostavam de seguir os seus estudos depois do 12º ano, pois ao verem o nosso país numa crise financeira, em vez de seguirem os seus sonhos, optam muitas vezes, por seguir uma área completamente diferente, pois pensam que vão arranjar emprego mais facilmente, mas infelizmente por vezes isso não acontece.

Este assunto também me causa algum medo em particular, já que a um ano de entrar na universidade não sei o que irei seguir, pois o receio de ficar desempregado é muito como os outros, e penso que esta situação do desemprego devia de ser levado mais asserio. Na minha opinião devíamos de promover mais postos de trabalho para os jovens, mesmo que seja difícil, em diversas áreas que podem ajudar no desenvolvimento do país , como a agricultura, energias renováveis, turismo e muitas outras áreas que estão em evolução e podem ser exploradas e assim tentar combater a emigração e o desemprego jovem.

É um trabalho árduo mas penso que com muito esforço e dedicação de todos nós, podemos dar a volta. Como os mais velhos dizem, “os jovens são o dia de amanha”, e não havendo jovens, haverá no seu lugar uma população envelhecida que não trará desenvolvimento ao nosso país.

João Roxo

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